Pelo menos 50 rebeldes e soldados pró-governo, incluindo um oficial de alta patente, foram mortos em confrontos no centro do Iémen, disseram esta quinta-feira fontes militares à agência de notícias AFP.

“Um coronel e 19 outros militares pró-governo foram mortos nas últimas 24 horas em combates contra os rebeldes Huthi na província de Al-Bayda”, disse um oficial militar do Governo, acrescentando que 30 rebeldes também morreram.

Esta informação foi confirmada por outras fontes militares. Os Huthis raramente comunicam o número de baixas nas suas fileiras.

Nas últimas semanas, rebeldes Huthi – apoiados pelo Irão – fizeram progressos naquela província. Também lutam pelo controlo da estratégica cidade de Marib, no norte do país.

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As forças governamentais são apoiadas no terreno por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita, vizinha do Iémen e grande rival regional do Irão.

Em fevereiro, os Huthis intensificaram os esforços para capturar Marib, o último reduto do Governo no norte, e os combates deixaram centenas de mortos em ambos os lados. O controlo dessa região rica em petróleo fortaleceria a posição negocial dos Huthis nas negociações de paz.

O conflito no Iémen, um país pobre da península Arábica, eclodiu em 2014 após uma ofensiva dos Huthis no norte. O país tornou-se o pior desastre humanitário do mundo de acordo com a ONU, com dezenas de milhares de mortes de acordo com organizações não-governamentais e uma população à beira da fome.

O diplomata sueco Hans Grundberg, o novo enviado das Nações Unidas para o Iémen, chegou a Riad na quarta-feira para se encontrar com autoridades iemenitas e sauditas, em sua primeira viagem ao reino desde que assumiu o cargo no início deste mês.

Enquanto a ONU e Washington pressionam pelo fim da guerra, os Huthis, que controlam a capital iemenita, exigiam a reabertura do aeroporto de Sana, encerrado sob bloqueio saudita desde 2016, antes de qualquer cessar-fogo ou negociações.