Rui Rio rejeitou esta terça-feira um cenário “de histeria”, “um grande drama” e um “terramoto” no PSD caso os resultados nas autárquicas forem desapontantes e obriguem o presidente a não se recandidatar como admitiu em entrevista à Rádio Renascença. “É preciso estabilidade e coerência”, defende, exemplificando com o que aconteceu com Manuela Ferreira Leite em 2009 e com Pedro Passos Coelho em 2017, que — após as autárquicas —, não se recandidataram, mas continuaram no cargo até ao fim do mandato, não saindo “pela porta fora”.

Numa ação de campanha em Fafe, o líder social-democrata disse, no entanto, estar “confiante” que a campanha está a correr bem: “Andei na rua e vejo a aceitação das pessoas, a dinâmica é obviamente confiante”. Contudo, salienta que o PSD está em desvantagem face ao PS, devido apenas ter 98 câmaras face às 161 socialistas.

“Assumi e continuo a assumir até ao último dia que fiz o melhor que sei e posso, ou melhor, estou a fazer, que ainda falta”, garante, assinalando que estas são as primeiras autárquicas desde que foi eleito líder do PSD, o que obriga a “fazer bem”.

Questionado se os apelos que vai ouvindo na rua para que se mantenha na liderança do partido têm influência na sua decisão, indicou que “é evidente que sim”. “Penso que compreendem humanamente que quando encontramos gente ou nos mandam emails ou SMS que mostram que acreditam e depositam esperança, obviamente que isso pesa na decisão”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O líder do PSD aproveitou ainda para denunciar uma “tática” e uma “estratégia habitual” do PS, que é “chegar à noite das eleições e dizer que teria tido um resultado estrondoso” noutro ato eleitoral. “O PS tem de começar a pensar na empresa de sondagens que vai permitir dizer isso”, atira.

Questionado sobre a sondagem que dá uma ligeira vantagem à coligação encabeçada pelo PSD em Coimbra, Rio disse que a cidade é “emblemática”, reconhecendo que é uma “câmara importante”. Todavia, destaca que “andou em campanha em cidades mais pequenas do Interior” e inclusive em cidades que são “difíceis para o PSD”, como Fafe ou Matosinhos.