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Para perseguir uma imagem que diz ser mais sustentável e mais amiga do ambiente, a Volvo anunciou que os seus modelos a bateria irão trocar a pele verdadeira por uma solução sintética, no revestimento do habitáculo. Bancos, painéis de porta e tablier vão assim deixar de utilizar couro de bovinos, numa decisão politicamente correcta, sem que isto implique necessariamente qualquer redução no abate de animais.

Segundos sites especializados nestas matérias, num ano normal, abatem-se cerca de 300 milhões de vacas por esse mundo fora, um número que, parecendo elevado, é na realidade inferior ao relativo às cabras, ovelhas e perus (com estes últimos a representarem mais do dobro dos bovinos), entre outros animais mais pequenos. Estes abates vão continuar a ser realizados, uma vez que se destinam ao consumo de carne, com o resto do animal a ser aproveitado, inclusivamente o couro, para a confecção de roupa, sapatos, malas e… revestimentos de partes de automóveis.

A Volvo vira as costas à pele de vaca e promete forrar o habitáculo com o que diz serem “materiais reciclados de alta qualidade”, que na melhor das hipóteses será pele sintética, devendo igualmente surgir alternativas com recurso a fibras concebidas com plásticos reciclados.

O banir da pele de vaca não se estreia na indústria automóvel pela mão da Volvo, uma vez que BMW e Mercedes, à excepção dos topos de gama, além da Tesla e da Mazda, entre muitos outras, já tinham adoptado esta solução, que é esgrimida como mais sustentável e amiga do ambiente, mas que é também mais económica para o construtor.

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