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Foi o primeiro de uma série de desfiliações em bloco que abanaram o PAN em 2020. Agora e sem qualquer surpresa para quem tem acompanhado o percurso do eurodeputado, Francisco Guerreiro anunciou oficialmente que se irá filiar no Volt, mas só depois do final do atual mandato no Parlamento Europeu.

O anúncio foi feito na Assembleia Geral do Volt Europa, que decorre este fim de semana em Lisboa, e publicitado pelo próprio nas redes sociais. “Ajudarei o Volt a tonar-se numa opção política ecologista em Portugal e na Europa”, escreve Francisco Guerreiro que se juntará assim à mulher, também ela ex-PAN, Sandra Marques que integra a distrital de Lisboa do partido.

Durante a campanha eleitoral Francisco Guerreiro apoiou oficialmente o candidato do Volt a Lisboa, que foi encabeçada por Tiago de Matos Gomes, e ao Porto onde fez questão de participar nas ações de campanha de André Eira.

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Recorde-se que Francisco Guerreiro se desfiliou do PAN em junho de 2020, queixando-se de ter sido limitado na sua “independência política” enquanto eurodeputado em Bruxelas e alegando “divergências políticas com a direção”, mas os problemas entre a direção do partido e o à data, único eurodeputado, não eram exclusivas. A saída de Guerreiro foi apenas o pontapé de saída para dezenas de desfiliações no PAN num curto período de tempo. André Silva, homem forte do partido, foi a última das grandes perdas — depois de Cristina Rodrigues, uma das deputadas — para o PAN, que alegou a “paternidade” como argumento para sair de cena em junho deste ano.

A discussão entre André Silva e Francisco Guerreiro que precipitou a saída e revelou casos de falsos recibos verdes no PAN