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De chapéu na cabeça e apenas com uma cortina como fundo, Raul Solnado subiu ao palco do Maria Vitória para uma rábula que alguns temeram que fosse um fracasso. De olhos postos na plateia, o ator anunciou com uma voz infantil: “Eu vou contar-lhes a história da minha ida à Guerra de 1908”. Mas a rábula acabou afinal por ter um êxito estrondoso e entrou para o imaginário nacional, onde permanece há seis décadas.

Pode ouvir o nosso especial aqui.

A Guerra do Solnado vista por RAP e Quintela

Na Rádio Observador, assinalamos a efeméride na semana em que se completam os 60 anos da estreia da revista Bate o Pé, no Teatro Maria Vitória, em Lisboa. Contamos a história de como Raul Solnado contrariou a opinião dos seus pares e insistiu em levar à cena a adaptação do texto original do autor espanhol Miguel Gila. Devido à teimosia de Solnado, o publico lisboeta ouviu pela primeira vez o relato surreal naquela mítica sala do Parque Mayer, numa altura em que chegavam os primeiros ecos da Guerra de África.

Há 60 anos havia bombas às terças, quintas e sábados: quando Raul Solnado chegou à guerra e ela estava fechada

O nosso especial áudio conta a história da rábula com a ajuda de David Ferreira, que já no século XXI reeditou em disco os monólogos de Raul Solnado na EMI Valentim de Carvalho, e onde se inclui “A Guerra de 1908”. A conversa segue com os humoristas Ricardo Araújo Pereira e José Diogo Quintela. Partimos de uma leitura sobre o sucesso da rábula e falamos sobre como é fazer humor numa sociedade condicionada pelo politicamente correto.

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O especial “A Guerra do Solnado” vai para o ar esta quinta depois do jornal das 13h na Rádio Observador e repete sexta depois das 11h. Pode ouvir a Rádio Observador em 93.7 e 98.7 fm na Grande Lisboa, em 98.4 fm no Grande Porto e Braga e em 88.1 em Aveiro. Ou pode escutar a nossa emissão na app do Observador e online a partir de qualquer ponto do mundo.