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Uma rapariga de 17 anos disse às autoridades locais, na passada sexta-feira, que foi violada por cerca de 400 homens nos últimos quatro a seis meses, depois de ter apresentado uma queixa no dia 8 de novembro.

A jovem, que vivia no distrito de Beed, no estado de Maharashtra, alegou ter sido violada pelo marido, de 33 anos, com quem casou quando tinha 13. Depois de o ter deixado, voltou para a casa dos pais, onde foi vítima de abusos sexuais pelo pai, noticia o The Times of India.

Sem sítio para onde ir, acabou por ficar a viver e a mendigar numa estação de autocarros, onde terá sido abordada por três homens, que a obrigaram a prostituir-se, segundo a CNN. A polícia local investigou o caso depois de a jovem ter sido ajudada por uma Organização Não Governamental, e acredita que se trata de um caso de tráfico humano. Foram para já detidos seis homens e um menor de idade, incluindo o pai e o marido da rapariga bem como um alegado proxeneta. A jovem alegou, ainda, que dois dos violadores eram polícias.

A Índia tem um histórico profundamente negativo no que toca a crimes da natureza sexual: de acordo com o India’s National Crime Records Bureau (que acompanha as estatísticas do crime no país), uma mulher é violada na Índia a cada 18 minutos, e os dados reais provavelmente serão superiores, uma vez que muitos dos crimes deste cariz nunca chegam a ser reportados. A ativista feminista  Yogita Bhayana disse que este era “o caso [de violação] mais trágico da história”.

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