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Em dia de aniversário, Diogo Jota quase abriu "prenda", mas foi Origi a desembrulhar o jogo contra o Wolves

O português teve nos pés a oportunidade mais clara de golo no Wolves-Liverpool e só em cima do apito final os "reds" conseguiram chegar à vantagem por Origi. Equipa de Lage aguentou quase até ao fim.

Origi "salvou" o Liverpool no Molineux
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Origi "salvou" o Liverpool no Molineux

CameraSport via Getty Images

Origi "salvou" o Liverpool no Molineux

CameraSport via Getty Images

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Uma tarde difícil para Bruno Lage e para a armada portuguesa do Wolverhampton. Podia não vir a acontecer, é verdade, porque todos os jogos começam, afinal, 0-0, e nunca se sabe como terminam, mas adivinham-se sempre complicações frente ao Liverpool. Mesmo no Molineux, com o apoio do seu público, os wolves tinham uma das tarefas mais complicadas da época, pelo menos em teoria, na tarde deste sábado. Para isso, algo tinha efetivamente de mudar na equipa de Lage: arrancava para o encontro desta tarde com os mesmos golos marcados do que os sofridos pelo Liverpool. E se de forma distraída parecer que é a equipa de Klopp que tem muitos golos sofridos, não. É precisamente o oposto. Com 12 golos marcados em 14 jogos, apenas o Norwich (8) em zona de descida, tem menos remates certeiros que o Wolverhampton.

Tendo em conta que o Liverpool marca há 24 jogos para a Premier League, a maior senda de sempre na competição, o Wolverhampton estava praticamente obrigado a bater Alisson para evitar males maiores. Até porque o Liverpool é a terceira melhor defesa do campeonato… juntamente com a equipa de Bruno Lage. Ou seja, numa conclusão rápida: o Wolves sofre pouco e marca pouco. Sem sofrer golos há três jogos, a os lobos empataram os dois últimos jogos 0-0 e têm um dos menores racios de oportunidades de golo na liga.

Se as estatísticas se baralham a elas mesmas relativamente ao Wolves, no lado do Liverpool elas são claras, com a tal boa defesa (oito das nove vitórias dos reds na Premier League foram sem sofrer golos), mas também com os 43 golos marcados que fazem da equipa o melhor ataque do campeonato inglês. No confronto entre os dois conjuntos, os reds venceram o Wolves sem sofrer golos em cinco dos últimos seis jogos e desde 1981 que não perde no Molineux. Jürgen Klopp tem ainda um registo de 100% frente à equipa de Moutinho, Rúben Neves, Trincão e cia., com seis triunfos em seis embates.

Na antevisão, Bruno Lage não quis chamar ao Liverpool a melhor equipa do planeta, mas admitiu que está nesse lote: “Não sei se eles são os melhores do mundo, mas estão entre os três ou cinco melhores, com certeza. O treinador está lá e conhece o sistema, os jogadores estão lá e sabem jogar, sempre com muita intensidade. É muito difícil jogar contra o Liverpool, mas acho que temos as nossas chances e é por isso que estou orgulhoso, principalmente pelos meus jogadores, de como chegamos a estes 14 jogos até agora. É isso que me deixa feliz e confiante para amanhã [este sábado]”. O treinador português admitiu que as equipas se conhecem e que ambas têm “uma boa dinâmica”, mesmo em “sistemas diferentes”. “É este o tipo de jogos que queremos jogar. Acho que estamos fortes neste momento”, frisou.

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Do lado do Liverpool, Klopp elogiou Bruno Lage que “mudou para uma boa direção a ideia de jogo” do Wolverhampton. “É uma equipa com um futebol sério e uma boa ideia de jogo. Tem uma ideia defensiva similar, todos estão envolvidos. Têm um excelente meio campo e o Jiménez na frente. Fico contente que ele tenha ultrapassado aquela lesão [fratura de crânio] e que continue a marcar golos. Exceto amanhã. O Wolves tem uma boa equipa, concede poucos golos, pelo que teremos de ser criativos”, resumiu.

Chelsea perde na visita ao West Ham e pode ser ultrapassado na liderança

Mas havia um dado novo antes do encontro. O líder Chelsea havia perdido com o West Ham num jogo londrino e a equipa da cidade dos Beatles podia chegar ao 1.º lugar da Premier League.

No entanto, a criatividade do Liverpool não foi visível, ou pelo menos tão concretizável nas primeira meia hora da primeira parte. Apesar de colocar o Wolves mais tempo sem bola, como era de esperar, a equipa de Bruno Lage como que conseguiu encaixar de certa forma com a de Klopp, com a posse de bola a tornar-se menos relevante do que muitos poderiam esperar. Os Wolves, com José Sá, Rúben Neves e Nelson Semedo de início, iam defendendo bem e, sobretudo, impedindo a magia de Mané, Salah e do português Diogo Jota, titular no Liverpool no dia em que fez 25 anos. Antigo jogador do Wolves, os adeptos da casa preferiram lembrar apenas a traição, assobiando sempre o jogador, que além da velocidade já se nota que faz movimentos à Roberto Firmino. Ou seja, tentar criar mais jogo, numa espécie do chamado falso 9.

Para a equipa de Bruno Lage, além de defender bem, apenas Alexander-Arnold apareceu numa boa situação de finalização após passe de Thiago, que ainda ia conseguindo algumas bolas de qualidade. De resto, percebeu-se bem porque é que ambos os conjuntos têm poucos golos sofridos. O Wolves tentava o clássico jogo longo em Traoré, Jiménez e Hwang, mas não estava a sair. O Liverpool não baixava com medo de sofrer na profundida, pressionava em cima para impedir o passe. É muito diferente. Aos 31′, no entanto, após grande passe de Alexander-Arnold, Diogo Jota cabeceou ao lado, muito perto da baliza de Sá. Ouviram-se festejos e aplausos, ou não tivesse o avançado o português a ser tão mimado durante a tarde no Molineux. Foi quase o golo do Liverpool.

E aos 38′ foi mesmo dos pés de Diogo Jota que surgiu o início de uma jogada em que não aconteceu golo, não por milagre, mas por um corte que vale tanto com um remate certeiro. O português solta Robertson na esquerda, o escocês serve rasteiro ao segundo poste e quando Salah ia encostar à boca da baliza que Saïss fez um corte fantástico. Seguia o empate num jogo intenso, mas dividido e por vezes até muito confuso. O Wolves conseguiu soltar-se nos últimos minutos do primeiro tempo, com duas boas jogadas do ala esquerdo Aït-Nouri, mas os primeiros 45′ estavam mesmo destinados ao empate.

A segunda parte começou na mesma confusão de jogo, mas as oportunidades de golo surgiram mais cedo, com Thiago a estar perto do golo logo aos 50′. Depois, em cima da hora de jogo, apareceu o aniversariante do dia: Diogo Jota. Pelos melhores motivos? Não. Num lance dividido e falhado do Wolves, o guarda-redes José Sá acerta em Saïss ao invés de chutar a bola e esta sobra para o português, que entra na área e conduz sem ninguém na baliza. Dois defesas do Wolves cerram a baliza e Jota acaba mesmo por acertar em Coady. O português quis chutar forte, mas com dois jogadores de campo em cima da linha de golo, pedia-se um remate provavelmente mais pensado.

Até ao final do encontro, com o claro ascendente do Liverpool e as tentativas de saída do Wolves, parecia que não ia acontecer nenhum golo (José Sá negou-os a Mané e outro a Salah) e estava na cara nos minutos finais que os reds ficariam finalmente sem fazer golos num jogo da Premier League. Infelizmente para os Wolves e Bruno Lage, foi já ao cair do pano, aos 90+4′, que Salah sacou de um lance à Salah, foi por ali fora no lado direito e serviu Origi, belga tantas vezes talismã. O avançado rodou, rematou e bateu José Sá para o 1-0, para o único golo do encontro, para a vitória.

O Wolves cumpriu à risca o plano de jogo, defendeu bem, não atacou muito mas manteve-se no jogo, apenas um passe longo de Van Dijk para Salah, que dominou como o craque que é e gerou um lance de golo. O Liverpool sobe ao primeiro lugar, por enquanto… Tem a palavra o Manchester City.

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