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Christian Rosa, um artista de ascendência brasileira que tinha sido acusado em outubro de falsificação de obras de arte, foi detido em Portugal. Segundo a Vanity Fair, múltiplas fontes confirmaram a detenção do pintor de 43 anos, assim como a detenção da sua namorada, a modelo austríaca Helena Severin.

Após as acusações contra o artista terem urgido, e tendo este abandonado o país para paradeiro desconhecido, a Vanity Fair deu conta, no final de outubro, de uma foto da namorada austríaca do pintor, publicada na rede social Instagram, onde era possível identificar uma garrafa de água da marca “Milfontes”, indicando que o casal poderia estar em Portugal, algures na costa alentejana. O artista aguarda agora o processo de extradição.

Também jornal de Viena, Der Standard, citado pela Artnet News, noticiou que uma pessoa de nacionalidade austríaca tinha sido detida pelas autoridades portuguesas, não avançando, contudo, o seu nome. No passado mês de outubro, o pintor, com sede em Viena, tinha sido acusado de vender obras falsas com a assinatura do seu mentor no mundo das artes, Raymond Pettibon.

Rosa completou obras de arte de Raymond, entre 2017 e 2020, e assinava-as com o nome do seu mestre, vendendo-as depois. Segundo a Artnet News, estas obras inacabadas teriam sido levadas por Rosa quando este visitou o estúdio de Raymond, sem conhecimento do artista sénior.

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Após o conhecimento do esquema, foi o próprio estúdio de Raymond quem alertou as autoridades para o sucedido. No dia seguinte à notícia ter sido publicada pela Artnews, Rosa enviou um email a um colaborador no esquema de falsificação, onde afirmava que “o segredo foi descoberto”, segundo documentos que constam da acusação por parte das equipa do FBI responsável por crimes ligados ao mundo da arte.

Um porta-voz das autoridades americanas explicou que “a acusação do suspeito está pendente, pelo que se e quando ele estiver nos Estados Unidos da América, será julgado e acusado num tribunal federal” nos EUA.

O pintor brasileiro enfrenta três crimes. Um de conspiração de fraude, um de fraude e outro de roubo de identidade agravado, que lhe podem valer uma pena de prisão de até 20 anos.