A violência armada nos EUA é uma realidade diária num país cujo a licença e porte de arma divide a sociedade em dois. O tiroteio que matou dezanove crianças e dois professores numa escola primária na cidade de Uvalde, no Texas, é o mais recente exemplo de uma espécie de “guerra civil” que ocorre nas cidades norte-americanas e um dos mais mortais desde 1999.

Da professora aventureira à menina que morreu a chamar o 911. Quem são as vítimas do massacre no Texas

Festivais de música, discotecas e escolas estão entre os alvos dos atiradores. O massacre no Texas é o segundo tiroteio mais mortífero numa escola nos EUA e o sétimo mais mortífero da história recente do país, refere a ABC News. Na nação onde o direito à posse de armas está salvaguardado na Constituição, estes foram os tiroteios em massa mais fatais nos últimos anos:

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1 de outubro de 2017. No festival de música country Route 91 Harvest Festival, em Las Vegas, um atirador abriu fogo do 32.º andar do hotel Mandalay Bay: 60 pessoas morreram e milhares ficaram feridas. Stephen Paddock foi o responsável pelo massacre e suicidou-se no quarto de hotel.

12 de junho de 2016. Por volta das duas da madrugada, na discoteca Pulse em Orlando, na Florida, Omar Mateen, de 29 anos, matou 49 pessoas e feriu dezenas. Muitas das vítimas eram latinas e outras faziam parte da comunidade LGBTQIA+. O atirador foi morto pela polícia.

16 de abril de 2007. Na universidade Virginia Tech um aluno invadiu dormitórios durante a noite. Seungi-hui Cho, de 23 anos, estava armado e matou 32 estudantes e cinco professores. Depois, o jovem, que tinha um historial de depressão, tirou a própria vida.

14 de dezembro de 2012. Adam Lanza, de 20 anos, matou 32 alunos e seis adultos na escola Sandy Hook, em Newtown, no Connecticut. Naquele que é o pior tiroteio em escolas na história dos EUA, o atirador também se suicidou.

5 de novembro de 2017. No Texas, durante a missa de domingo, Devin Kelly matou 25 pessoas com idades compreendidas entre os 5 e os 73 anos. Uma das vítimas estava grávida. Depois de ser perseguido, o homem foi baleado por dois fiéis e morreu.

3 de agosto de 2019. Num supermercado Walmart perto do centro comercial Cielo Vista em El Paso, no Texas, Patrick Crusius, de 23 anos, matou 23 pessoas. As autoridades acreditam que tinha como objetivo matar o maior número possível de mexicanos. O alegado atirador declarou-se inocente e o seu julgamento deverá começar em 2023.

24 de maio de 2022. O massacre mais recente. Um tiroteio numa escola em Uvalde, no estado norte-americano do Texas, matou pelo menos 19 crianças  e dois adultos — duas professoras que lecionavam no quarto ano. Salvador Ramos foi identificado com o autor do massacre.

14 de fevereiro de 2018. Nikolas de Jesus Cruz, de 23 anos, fez soar o alarme de incêndio na escola secundária Marjory Stoneman Douglas, na Flórida. Quando os seus ex-colegas começaram a sair das aulas disparou sobre eles. 17 pessoas morreram. O atirador declarou-se culpado das 17 acusações de homicídio e o julgamento ainda está a decorrer.

2 de dezembro de 2015. No centro de apoio para incapacitados, Inland Regional Center, na Califórnia, os empregados celebravam uma festa quando Syed Farook e a sua mulher, Tashfeen Malik, entraram no local e mataram 14 pessoas. Outras 21 ficaram feridas. Os atiradores foram mortos pela polícia.

3 de abril de 2009. Jiverly Wong, de 41 anos, abriu fogo no centro de imigração American Civic Association em Nova Iorque. Catorze pessoas morreram e quatro ficaram gravemente feridas. O atirador fez dezenas reféns no local antes de se suicidar.

20 de abril de 1999. Na escola secundária Columbine, no Colorado, dois estudantes de 17 e 18 anos estavam munidos de armas e bombas feitas em casa. Mataram 12 colegas e um professor antes de cometerem suicídio na biblioteca. O número de mortes poderia ter sido ainda maior se tivesse conseguido detonar as bombas.

5 de novembro de 2009. O do maior tiroteio numa base militar dos EUA. Em Fort Hood, no Texas, doze soldados e um civil morreram quando o major Nidal Hasan abriu fogo contra militares que se preparavam para ir para o Afeganistão. Nidal Hasan foi condenado à morte em 2013.

As mensagens no Facebook, o acidente de carro e o desfecho cruel: o cronograma do massacre em escola do Texas