É o primeiro discurso de Jens Stoltenberg em 2023. Em Oslo, Noruega, o secretário-geral da NATO falou sobre a guerra na Ucrânia, disse não ter qualquer indicação de que os objetivos de Vladimir Putin tenham mudado, que a Rússia não deve ser subestimada e que a Aliança Atlântica deve reforçar os seus recursos, referindo-se a soldados e armamento.

“Eles mostraram grande disposição para tolerar perdas e sofrimento”, disse Stoltenberg, referindo-se ao número de soldados russos mortos na Ucrânia e à nova onda de mobilizações. “Não temos indicação de que o presidente Putin tenha mudado os seus planos e os objetivos na Ucrânia. Portanto, é perigoso subestimar a Rússia.”

Stoltenberg falou da importância de continuar a enviar armamento para a Ucrânia, já que “as armas são o caminho para a paz”. Na sua opinião, “se Putin vencer na Ucrânia, será uma tragédia para os ucranianos, mas será perigoso para todos nós”.

O secretário-geral da NATO também disse à plateia que a Aliança Atlântica, nos meses que antecederam a guerra tentou demover Vladimir Putin de avançar com um conflito armado. “Tínhamos informações precisas e concretas sobre o aumento das forças russas ao longo da fronteira e sobre os seus planos concretos. Compartilhamos essas informações com os media e o público”, disse.

Além disso, foi feito “um esforço político e diplomático significativo para evitar a guerra”, até o fim. “Mas o Presidente Putin ainda escolheu partir para o ataque. Quando fez isso, estávamos preparados”, garantiu Stoltenberg.

Como lições a tirar da guerra, o secretário-geral da Aliança Atlântica fala da importância da organização investir mais em defesa e alerta para a excessiva dependência de regimes autoritários, como a Rússia ou a China. Assim, considera que os países democráticos se devem unir, já que os autocráticos já o fazem. “É ainda mais importante que os países democráticos se unam, não porque estamos sempre certos, ou nunca erramos. Mas porque defendemos valores comuns”, concluiu Stoltenberg. “Se cuidarmos da NATO, a NATO cuidará de todos nós.”