“Os portugueses foram excecionais, todos, os católicos e os outros”, disse o Presidente da República este domingo no Passeio Marítimo de Algés, perante os mais de 25 mil voluntários da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que aconteceu entre 1 e 6 de agosto em Lisboa.
Depois de agradecer aos voluntários e forças de segurança, “cruciais para sucesso desta jornada”, sublinhou a “resistência” do Papa Francisco. “O Papa conseguiu fazer isto com uma resistência física. Nunca chegou ao fim do dia cansado e terminou em grande força e agora está outra vez em grande forma”, disse sobre o pontífice de 86 anos.
Marcelo acredita que a JMJ foi “um grande sucesso para Portugal lá fora”, mas também cá dentro, com a “grande mobilização de todo o país”. E realçou as mensagens de Francisco nas quais lê “um sinal de esperança”, o que “o país e o mundo precisa e a juventude tem direito a isso”.
O Presidente da República garante que já colocou no calendário a ida a Seul, que vai receber a JMJ em 2027. “Obviamente”, “já está no meu calendário.”
“O investimento económico feito [na JMJ] está pago”
Quanto à polémica sobre o facto de um estado laico custear um evento católico, Marcelo Rebelo de Sousa considera que “o Estado entendeu que devia entrar [nos custos da JMJ] e fez muitíssimo bem porque destes acontecimentos há poucos”. “Houve há 25 anos a Expo”, comparou, em declarações à RTP, no Parque Tejo, no rescaldo do evento, “só que este é só juventude, nunca tinha existido só de juventude”.
Confrontado com os custos do evento, Marcelo Rebelo de Sousa diz que “o investimento feito do ponto de vista económico está pago”. “Com o que se passou economicamente neste mês, em relação a estes jovens que andaram em todo o país e sobretudo em Lisboa, está mais que pago”, continuou. “Mas não é isso que importa. O que importa é a imagem de Portugal para Portugal e a imagem de Portugal para o estrangeiro”, acrescentou.