Manuel Pizarro defende que, apesar das dificuldades que se têm verificado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), tem sido possível dar, “até ao momento, resposta plena às necessidades” dos utentes. A garantia do ministro da Saúde surge na véspera de uma nova ronda negocial entre o Governo e as estruturas sindicais do setor.
Em declarações aos jornalistas, na Fundação Calouste Gulbenkian, à margem do Seminário anual do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, o ministro da Saúde sublinhou que o sistema tem sido capaz de manter o mesmo números de atendimentos de urgências e que “continua a haver urgências em pleno funcionamento”.
Confrontado com o impasse nas negociações os representantes sindicais dos médicos, e sobre como isso pode afetar ainda mais o funcionamento dos hospitais, Pizarro atirou a responsabilidade para os profissionais de saúde que estão em greve.
“Apesar das dificuldades e dos sítios onde temos constrangimentos, continua a haver dezenas e dezenas de urgências em funcionamento pleno em todo o país que estão, essas sim, sobrecarregadas por haver doentes transferidos de outros serviços que não estão em pleno. É factual”, sugeriu.
Quanto às negociações com os sindicatos, o ministro da Saúde garantiu que “o Governo tem feito um diálogo de boa fé” e acrescentou que o Executivo socialista continua “a trabalhar para o aproximar de posições”.
“O diálogo com os sindicatos é um diálogo de boa-fé, com uma evolução assinalável das propostas e continuamos a trabalhar para uma aproximação de posições. O Governo está disponível para se aproximar das reivindicações dos médicos, por exemplo, baixando progressivamente o horário de trabalho das actuais 40 horas para as 35, baixando o número de horas que os médicos realizam no serviço de urgência de 18 para 12”, rematou.