Um sismo com magnitude 4.5 foi sentido nas ilhas Terceira e São Jorge, ao início da manhã deste domingo, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

Segundo a página do CIVISA na Internet, o abalo ocorreu às 7h19 locais (8h19 em Lisboa) e teve o epicentro a cerca de um quilómetro a nor-noroeste (NNW) da Serreta, ilha Terceira.

“De acordo com a informação disponível até ao momento o sismo foi sentido com intensidade máxima VI (Escala de Mercalli Modificada) na zona W do concelho de Angra do Heroísmo, nomeadamente nas freguesias de Serreta, Raminho, Altares, Doze Ribeiras e Santa Bárbara (ilha Terceira). O evento foi ainda sentido nas restantes freguesias da ilha Terceira e na ilha de São Jorge”, refere o CIVISA.

Este evento “insere-se na crise sismovulcânica em curso na ilha Terceira desde junho de 2022”, lê-se ainda no comunicado. Esta tarde foram sentidos mais dois sismos com magnitude 2,4 e 2,7 na ilha Terceira. Os abalos ocorreram às 16:46 locais (17:46 em Lisboa) e e às 16:47 locais (17:47 em Lisboa), de acordo com a página do CIVISA na Internet,

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.

Com uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é sentido dentro de casa e os objetos pendentes baloiçam, percecionando-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados”, revela o Instituto do Mar e Atmosfera (IPMA) na sua página da Internet.

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Estrada regional encerrada “nos próximos dias”

O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores adiantou à agência Lusa que “logo após o abalo mais forte houve o registo de uma derrocada na estrada regional na freguesia do Raminho, que obstruiu a via”, estando a direção regional das obras públicas no terreno para solucionar a situação.

A estrada regional no troço próximo ao miradouro da freguesia do Raminho (concelho de Angra do Heroísmo), Açores, deverá manter-se encerrada “nos próximos dias por motivos de segurança”, depois de uma derrocada, após o sismo registado esta manhã.

Numa nota divulgada este domingo, o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) refere que, na sequência do sismo que ocorreu pelas 07h19 locais (08h19 em Lisboa), com magnitude 4.5 na escala de Richter “foi registada uma derrocada na Estrada Regional, no troço próximo ao miradouro da freguesia do Raminho (concelho de Angra do Heroísmo), obstruindo a via com rochas e detritos”.

“A estrada está já desobstruída. No entanto, considerando a instabilidade da encosta, a estrada deverá manter-se encerrada à circulação nos próximos dias por motivos de segurança, até que seja efetuada uma avaliação pelo Laboratório Regional Engenharia Civil (LREC)”, segundo declarações do presidente da Proteção Civil dos Açores, Rui Andrade.

Ainda de acordo com o responsável do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores “não há vítimas, nem danos materiais a registar”.

O SRPCBA apela à população que se não desloque para a zona afetada enquanto a estrada estiver interdita, solicitando que sejam utilizadas vias alternativas até indicação contrária das autoridades.

No local, estiveram durante a manhã os Bombeiros de Angra do Heroísmo, direção regional das Obras Públicas e Serviço Municipal de Proteção Civil de Angra do Heroísmo.

O SRPCBA aconselha ainda à população a adoção das medidas autoproteção para sismos, acrescentando que continua a acompanhar a situação, emitindo novos comunicados caso se justifique.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo afirmou que se aguarda o resultado da análise que foi solicitada, “com carácter de urgência ao Laboratório Regional de Engenharia Civil” com vista à reabertura daquela via. “O Serviço Municipal de Proteção Civil de Angra do Heroísmo continua a acompanhar a situação”, lê-se ainda na nota.