Os residentes de cidades na Flórida que se recusaram a fugir do furacão Milton foram instruídos pelas autoridades policiais a escrever o seu nome e dos respetivos familiares nos braços para que os seus corpos pudessem ser identificados com mais facilidade durante as operações de busca.

Em declarações à BBC nas primeiras horas da manhã, a chefe da polícia da cidade de Bradenton, no estado da Flórida, admitiu que prevê uma “operação de recuperação” e não de “resgate” em relação às pessoas que decidiram permanecer nas áreas em que a evacuação era obrigatória. “O que provavelmente vamos encontrar de manhã são corpos…é desolador em algumas destas áreas.” afirmou Melanie Bevan em declarações citadas pelo jornal.

“Se decidir ficar, encontre um marcador permanente. Escreva o seu nome, a sua data de nascimento e o seu parente mais próximo no seu braço, para que possamos saber quem é e quem contactar”, afirmou o chefe da polícia local do condado de Charlotte, Bill Prummell, numa conferência de imprensa na terça-feira, numa tentativa de dissuadir os moradores a permanecer nas residências.

Duas mortes, três milhões sem eletricidade e um rasto de destruição: furacão Milton alcança estado da Flórida

Ashley Moody, procuradora-geral da Flórida, já tinha deixado a mesma mensagem aos que se preparavam para não fugir: “Provavelmente precisará de escrever o seu nome com um marcador permanente no braço para que as pessoas saibam quem é quando chegarem até si mais tarde.”

O furacão Milton, considerado “extremamente perigoso” pelas autoridades, atingiu esta madrugada o litoral da Flórida (EUA), com ventos violentos, chuvas fortes e inundações no centro da península do sudeste do país, provocando pelo menos duas mortes e deixando um rasto de destruição ao atravessar todo o território daquele Estado.

À medida que o olho do furacão se afasta da região da Flórida, as buscas irão decorrer e serão avaliados com precisão o número de vítimas e os estragos provocados pelo desastre natural.