O foguetão Falcon 9, da norte-americana Space X, de Elon Musk, já descolou do Porto Espacial Vanderberg, na Califórnia, transportando dois satélites portugueses. Um deles é o PoSat 2, o primeiro satélite comercial de Portugal a ser enviado para o espaço e também o primeiro de uma constelação em construção; o segundo chama-se Prometheus-1 e foi desenvolvido pela Universidade do Minho.
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— SpaceX (@SpaceX) January 14, 2025
A descolagem estava marcado para as 18h50, mas acabou por ocorrer apenas por volta das 9h05. Com este lançamento, Portugal reforça a presença de satélites no espaço, contando agora com cinco destes sistemas. Depois da estreia com o PoSat 1, em 1993, levou 30 anos para um satélite português, o Aeros MH-1, partir novamente para o espaço. Seguiu-se o envio, no mesmo ano, do ISTSat-1, que foi construído por alunos do Instituto Superior Técnico.
A Universidade do Minho realizou uma cerimónia no campus em Azurém, Guimarães, para acompanhar o lançamento, onde o ministro da Educação, Ciência e Inovação Fernando Alexandre marcou presença por videochamada. “A Europa assumiu uma prioridade no espaço e é importante vermos Portugal a acompanhar”, disse o ministro, considerando o lançamento como um “momento muito importante”.
???? Um pequeno satélite para o espaço… Um grande salto para a UMinho!
Vivemos hoje um momento histórico com o lançamento em órbita do satélite Prometheus-1.
Hoje fez-se história e estão todos de parabéns!
" … the stars look very different today" ✨???? pic.twitter.com/olLjOEjXm5
— Universidade Minho (@UMinho_Oficial) January 14, 2025
Durante o evento, foi assinado um protocolo de cooperação entre a Força Aérea Portuguesa e a universidade minhota — na sua intervenção, Fernando Alexandre também mencionou os benefícios que os satélites nacionais podem ter para a Defesa. Segundo uma nota, foram também feitas intervenções de oradores, portugueses e internacionais, especializados da área da ciência aeroespacial, entre os quais, Hugo Costa, membro executivo da Agência Espacial Portuguesa. A cerimónia de duas horas foi transmitida online e pode ser revista aqui.
O PoSat 2 foi criado para ser o satélite piloto de uma constelação, a ATON, capaz de receber e partilhar todo o tipo de dados marítimos, desde alertas de navios em perigo à presença de embarcações piratas ou icebergs à deriva. Uma espécie de “Waze dos oceanos”, como definiu ao Observador o CEO da LusoSpace, Ivo Yves Vieira, numa entrevista antes do lançamento. Também terá como missão monitorizar alterações climáticas e tornar os oceanos mais seguros.
O PoSat 2 só deverá dar os primeiros sinais de vida em abril. Até lá, a LusoSpace vai continuar a construção dos 12 satélites da constelação, que tem um custo total de 15 milhões de euros e está a ser construída no âmbito da Agenda New Space com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A expectativa é serem lançados e estarem operacionais até fevereiro do próximo ano.
O Prometheus-1 é o segundo satélite português construído por estudantes universitários, neste caso da Universidade do Minho, depois do ISTSat-1, pelo Instituto Superior Técnico (IST). O equipamento, um cubo com 25 centímetros de aresta, que pesa 250 gramas, foi construído com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e o apoio do programa entre o Estado Português e a Universidade de Carnegie Mellon, dos Estados Unidos, e ainda o IST.
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