O Conselho de Estado, que se reuniu esta quarta-feira com a participação de Mario Draghi, defendeu que a União Europeia deve agir “de forma mais coesa e ágil” perante os desafios de competitividade e inovação que enfrenta.

Esta informação consta de uma nota divulgada no fim da reunião do órgão político de consulta do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, realizada no Palácio de Belém, em Lisboa, que começou pelas 16h10 e durou cerca de três horas e meia.

Segundo a nota, o Presidente da República convidou Mario Draghi, antigo primeiro-ministro italiano e ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), “para fazer uma exposição introdutória sobre o presente e o futuro da Europa no contexto mundial”, seguindo-se as intervenções dos conselheiros de Estado.

“Neste âmbito foi assinalada a posição da União Europeia no contexto mundial, tão complexo e incerto, e sublinhada a oportunidade de responder, de forma mais coesa e ágil, aos desafios e às reformas urgentes, em especial em matéria de competitividade e inovação”, lê-se no comunicado.

Discussão no Conselho de Estado foi “muito boa, longa, interessante”, diz Mário Draghi

O antigo primeiro-ministro italiano Mario Draghi, que participou como convidado na reunião do Conselho de Estado, considerou que a discussão sobre o futuro da União Europeia foi “muito boa, longa, interessante”.

O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) falou brevemente aos jornalistas, em inglês, no Palácio de Belém, em Lisboa, no fim da reunião, dedicada à análise dos desafios da União Europeia, tendo com base o relatório que apresentou em setembro do ano passado.

“Foi uma discussão muito boa, longa, interessante, com muitas perguntas e foi uma grande oportunidade para eu explicar o relatório, explicar as complicações e a necessidade de ação na sequência deste relatório”, disse Mario Draghi.

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Mario Draghi destacou, depois, a estratégia económica apresentada, esta quarta-feira, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, intitulada “Bússola para a Competitividade”.

A estratégia apresentada por Ursula von der Leyen “é muito, como ela disse desde o início, baseada no resultado do relatório”, salientou Draghi, escusando-se a prestar mais declarações à comunicação social.