Depois várias ameaças, chega agora a confirmação oficial. Os Estados Unidos avançam com a aplicação de tarifas aduaneiras de 25% aos vizinhos Canadá e México e de 10% à China, confirmou há momentos a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

“Promessas feitas, promessas cumpridas”, disse Leavitt, citada pelo New York Times. Para já, ainda não são conhecidas as tipologias de produtos que vão ter de pagar uma taxa adicional para entrarem no mercado norte-americano.

A Casa Branca decidiu antecipar a imposição destas tarifas, que estavam inicialmente previstas apenas para o mês de março. Afinal, avançam já este sábado, dia 1 de fevereiro.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, a imposição de uma tarifa adicional de 10% sobre os produtos chineses é uma retaliação ao que a administração Trump considera ser a intenção propositada de Pequim de fazer entrar fentanil nos EUA. “Uma taxa de 10% à China, devido ao fentanil que deixaram entrar no nosso país e que matou dezenas de milhões de americanos”, justificou Karoline Leavitt, referindo-se a droga opioide que é a principal causa de morte entre menores de 50 anos nos EUA.

Já quanto ao México e ao Canadá, a explicação para a imposição de tarifas estará relacionada com a falta de segurança nas fronteiras com território norte-americano. Nos últimos dias, vários membros indicados para a administração Trump, como o secretário do Comércio, avisaram que os dois países ainda poderiam evitar as tarifas se reforçassem a segurança fronteiriça.

Tarifas sobre importações do Canadá e México poderão abranger petróleo

Ainda esta sexta-feira, três ministros canadianos encetaram um último esforço diplomático para evitar uma guerra comercial com o vizinho do sul. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Mélanie Joly, o ministro da Segurança Pública, David McGuinty e o ministro da Imigração, Marc Miller, deslocaram-se a Washington D.C. para tentarem convencer os membros republicanos do Congresso e os membros da administração Trump a demoverem o presidente a avançar com as tarifas. Sem sucesso.

Já antevendo o falhanço do périplo na capital federal norte-americana, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou esta sexta-feira que, caso os EUA avançassem com tarifas, o país estaria pronto para responder de forma “proporcional, forte, mas razoável e imediata”.