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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, instruiu esta quinta-feira as Forças de Defesa de Israel (IDF) para “preparar um plano que permita que qualquer residente de Gaza” que deseje abandonar o território o possa fazer. O governante sugeriu quatro países para os quais os palestinianos poderiam partir: Noruega, Espanha, Irlanda e Canadá.

No X, o ministro escolheu esses três países europeus, juntamente com “outros” que não especificou, uma vez que, em meados de maio, reconheceram o Estado Palestiniano. Na Europa, a Noruega, Espanha e a Irlanda também são os maiores defensores da Palestina. Esses Estados, acusou Israel Katz, “acusaram falsamente Israel” por causa das suas ações em Gaza. São, por isso, “obrigados legalmente a permitir que os habitantes de Gaza entrem no seu território”.

“A sua hipocrisia seria exposta se eles recusassem”, prosseguiu Israel Katz. Sobre o Canadá, o governante explicou que tem um “programa estruturado de imigração” e já demonstrou “vontade” em receber os residentes de Gaza. “As pessoas de Gaza devem ter direito de movimento e migratório, como é costume em todo o mundo.”

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O ministro da Defesa lamentou que o Hamas tenha usado a população como “escudos humanos” e tenha “construído uma infraestrutura de terror” perto da população civil, que “mantém refém”: “Extorqui-lhes dinheiro através dos sistemas de ajuda humanitária e impede que saiam de Gaza”.

Para isso, o plano montado pelas Forças de Defesa de Israel vai permitir que a população de Gaza saia do território “através de passagens terrestres, bem como possa partir por meio marítimo e aéreo”.

Na mesma publicação, Israel Katz louvou ainda a “iniciativa corajosa” de Donald Trump em sugerir que os palestinianos saiam da Faixa de Gaza. “Pode criar oportunidades para aqueles que estão em Gaza e desejam sair, pode ajudá-los a estabelecer-se nos países que os recebem e apoiar os esforços de reconstrução de uma Gaza desmilitarizada que não seja uma ameaça após o Hamas — um esforço que vai demorar muitos anos.”

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