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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, instruiu esta quinta-feira as Forças de Defesa de Israel (IDF) para “preparar um plano que permita que qualquer residente de Gaza” que deseje abandonar o território o possa fazer. O governante sugeriu quatro países para os quais os palestinianos poderiam partir: Noruega, Espanha, Irlanda e Canadá.
No X, o ministro escolheu esses três países europeus, juntamente com “outros” que não especificou, uma vez que, em meados de maio, reconheceram o Estado Palestiniano. Na Europa, a Noruega, Espanha e a Irlanda também são os maiores defensores da Palestina. Esses Estados, acusou Israel Katz, “acusaram falsamente Israel” por causa das suas ações em Gaza. São, por isso, “obrigados legalmente a permitir que os habitantes de Gaza entrem no seu território”.
I have instructed the IDF to prepare a plan that will allow any resident of Gaza who wishes to leave to do so, to any country willing to receive them.
Hamas has used the residents of Gaza as human shields, built its terror infrastructure in the heart of the civilian population,…
— ישראל כ”ץ Israel Katz (@Israel_katz) February 6, 2025
“A sua hipocrisia seria exposta se eles recusassem”, prosseguiu Israel Katz. Sobre o Canadá, o governante explicou que tem um “programa estruturado de imigração” e já demonstrou “vontade” em receber os residentes de Gaza. “As pessoas de Gaza devem ter direito de movimento e migratório, como é costume em todo o mundo.”
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O ministro da Defesa lamentou que o Hamas tenha usado a população como “escudos humanos” e tenha “construído uma infraestrutura de terror” perto da população civil, que “mantém refém”: “Extorqui-lhes dinheiro através dos sistemas de ajuda humanitária e impede que saiam de Gaza”.
Para isso, o plano montado pelas Forças de Defesa de Israel vai permitir que a população de Gaza saia do território “através de passagens terrestres, bem como possa partir por meio marítimo e aéreo”.
Na mesma publicação, Israel Katz louvou ainda a “iniciativa corajosa” de Donald Trump em sugerir que os palestinianos saiam da Faixa de Gaza. “Pode criar oportunidades para aqueles que estão em Gaza e desejam sair, pode ajudá-los a estabelecer-se nos países que os recebem e apoiar os esforços de reconstrução de uma Gaza desmilitarizada que não seja uma ameaça após o Hamas — um esforço que vai demorar muitos anos.”