Uma tromba de água foi avistada na manhã desta terça-feira, na praia de Porto de Mós, em Lagos, no Algarve. A raridade do fenómeno, bem como a dimensão impressionante, causaram surpresa em muitos pessoas, que partilharam imagens nas redes sociais.
Ainda que no vocabulário popular o termo “tromba de água” seja usado muitas vezes para definir “chuva forte”, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera clarifica esse erro: “Poderá ocorrer precipitação forte associada a uma tromba de água, mas são dois fenómenos distintos”.
Então, afinal, a que corresponde este acontecimento que espantou os algarvios e grande parte dos internautas que se depararam com os vídeos pouco vulgares? “Uma tromba de água é um fenómeno meteorológico que consiste num turbilhão de vento, muitas vezes violento, cuja presença se manifesta por uma coluna nebulosa ou cone nebuloso invertido em forma de funil que emerge da base de um cumulonimbo [um tipo de nuvem], e por um tufo constituído por gotículas de água levantadas da superfície do mar”, explica o IPMA.
Acrescenta a página de meteorologia Meteo Trás os Montes – Portugal que, durante esta terça-feira, se observaram as “condições ideais para a formação de pequenos tornados ou trombas de água”.
Apesar de em Lagos não haver nenhum registo de feridos, no concelho de Silves, também do distrito de Faro, um homem de 72 anos ficou, esta terça-feira, com ferimentos ligeiros depois de um pequeno tornado de vento ter feito cair um poste sobre uma garagem em São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, disse fonte da Proteção Civil à Lusa.
Desta feita, em vez de ser na água, o fenómeno aconteceu em terra.
De acordo com fonte do Comando Regional do Algarve, o acidente ocorreu devido a um episódio de vento muito forte registado pouco depois das 10h00, na zona de Vale Barriga, naquele concelho.
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O vento forte provocou danos nos telhados de duas habitações, numa das quais caiu um poste sobre uma garagem, provocando ferimentos ligeiros num senhor de 72 anos, especificou.
“Neste momento não temos indicação de que as casas tivessem ficado inabitáveis”, acrescentou.
Segundo a Proteção Civil do Algarve, a chuva forte que ao final da manhã fustigou a parte central da região algarvia, principalmente os concelhos de Loulé e de Faro, provocou “pequenas inundações na via pública e em garagens”.
“Não temos conhecimento de danos pessoas nem materiais relevantes”, notou.
Horas mais tarde seria Huelva, em Espanha, cerca de 100 quilómetros depois da fronteira algarvia, a ser atingida por um tornado. A violência do vento neste caso foi extrema. Arrancou árvores pela raiz, derrubou postes e caixotes do lixo, os telhados de algumas casas tabém foram pelos ares e caíram postes de eletricidade em Pozo del Camino, mas também Aymonte e Lepe. Não houve vítimas, mas muitos danos.
????Violento tornado en #Huelva crea el caos: árboles caídos y techos de casas derrumbadas
El tornado ha dejado importantes daños materiales en viviendas, carreteras y tendidos eléctricos en Pozo del Camino y zonas cercanas, sin víctimas graves hasta el momento.… pic.twitter.com/eszvNeLG0b
— Eltiempo.es (@ElTiempoes) February 11, 2025