Sete empresas foram escolhidas para injetar gases de origem renovável na rede de transporte e de distribuição de gás no primeiro leilão de compra centralizada realizado em Portugal.

A Hychem Química Sustentável e a WINPTX são as empresas que vão poder injetar mais produção na rede com 30 MWh (megawatts hora) por ano cada uma. No caso da Hychem, empresa de Santa Iria da Azóia que comprou a unidade da Solvay, a injeção será feita na rede de distribuição. Já WINPTX, empresa que tem projetos para produzir hidrogénio verde, irá injetar na rede de transporte de gás.

No total foram adjudicados os 120 MW hora a concurso nas duas redes de gás, com lotes atribuídos também à CME, WP2X e Essencial Advantage na distribuição e lotes atribuídos à Marte Boémio e à PTSunHydrogen (dois) nas redes de distribuição.

Governo lança leilão para compra de hidrogénio e biometano

O leilão para gases renováveis a injetar nas redes públicas de gás foi aprovado em 2022, mas só foi lançado no ano passado já com a atual ministra do Ambiente, que manteve o apoio público de 140 milhões de euros aos preços durante 10 anos. O preço fixado para este procedimento foi de 127 euros por MWh.

O objetivo foi promover a compra centralizada a preços apoiados de biometano e de hidrogénio produzido por eletrólise a partir de água, com recurso a eletricidade produzida com fontes renováveis para injeção nas redes de transporte e distribuição de gás natural.  Os resultados foram divulgados esta quinta-feira pela Direção-Geral de Energia e Geologia depois de em outubro terem sido excluídas mais de metade das candidaturas entregues para a injeção de gases renováveis.

Para além dos gases renováveis, foi adjudicada ao único concorrente, a Dourogás, o lote de 1990 MWh/ano para a compra de biometano com o preço garantido de 62 euros por MWh. Uma quantidade muito menor do que os 150 GW (gigawatts) que foram a concurso.

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