O ministro Pedro Duarte assumiu esta terça-feira ter “uma tentação íntima gigantesca” de se candidatar à Câmara Municipal do Porto, mas não anunciou ainda qualquer decisão, dizendo existir “um calendário” e “um plano de como e quando” deve ser feito.
“Nós definimos — e quando digo nós, é basicamente eu e o primeiro-ministro, mas também as estruturas partidárias, e não só do meu partido, e outras personalidades do Porto — um calendário para haver decisões a este respeito”, afirmou o ministro dos Assuntos Parlamentares, respondendo a uma pergunta da audiência num almoço-debate organizado pelo International Club of Portugal e subordinado ao tema “Desafios políticos para 2025”.
Pedro Duarte admitiu que “há uma certa ansiedade crescente” quer em eventos como o desta terça-feira, quer “na própria cidade do Porto”, mas defendeu não poder “vacilar quando existe um plano e uma ideia muito concreta de como e quando” se quer apresentar uma candidatura autárquica à segunda maior cidade do país.
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“Tem que haver sentido de responsabilidade. Eu não sou hoje em dia um cidadão absolutamente livre, porque estou no exercício de umas funções públicas, que decidi voluntariamente assumir, e portanto eu não sou só o Pedro Duarte potencial candidato, sou um ministro e enquanto ministro tenho que perceber que tenho responsabilidades e não posso abandonar de um dia para o outro, quando me apetecer”, afirmou.
Ainda assim, admitiu que “é mais ou menos evidente” a sua “afinidade sentimental quase inexplicável” com a cidade do Porto.
“Qualquer apelo que venha da cidade do Porto para mim é muito relevante. Eu não ignoro, não consigo ignorar, por muito que quisesse, não posso ser indiferente. O máximo que posso dizer é que há de facto uma tentação íntima que é gigantesca”, afirmou.
Quanto ao tempo da decisão, já em declarações aos jornalistas no final do almoço, voltou a remetê-la para a primavera.
“Não sou indiferente a um conjunto de vozes e de apelos e de pedidos e de manifestações que tenho tido junto da minha pessoa, de pessoas do meu partido, mas essencialmente pessoas de fora do partido e pessoas independentes ou até de outros partidos”, reiterou.