Kiev está “consternado e em pânico” depois de ler o acordo apresentado por Donald Trump para a Ucrânia. Os termos vão além das terras-raras — um conjunto de metais espalhados em território ucraniano —, conforme tinha sido apontado inicialmente. E incluem portos, infraestruturas, petróleo e gás, avança o The Telegraph, que teve acesso ao documento marcado como “privilegiado e confidencial”.
O acordo que o Presidente dos EUA quer ver assinado abrange o “valor económico associado aos recursos da Ucrânia”, onde se incluem “recursos minerais, recursos de petróleo e gás, portos, outras infraestruturas (conforme acordado)”.
Terras-raras. O que são os metais valiosos que Trump quer para manter o apoio à Ucrânia?
Os americanos terão direito a 50% de todas as receitas que a Ucrânia obtenha ao extrair recursos naturais e ainda 50% do valor financeiro de “todas as novas licenças emitidas a terceiros”, escreve o jornal britânico. Fonte próxima às negociações ouvida pelo Telegraph simplifica esta cláusula da seguinte forma: “Significa: ‘pague primeiro e alimente os seus filhos depois’”.
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“Para todas as licenças futuras, os EUA terão o direito de escolha para comprar minerais exportáveis”, lê-se ainda no documento citado pelo Telegraph, que acrescenta que, assim, o Presidente norte-americano terá imunidade soberana e poderá ter o controlo quase total sobre a economia ucraniana.
Terão ainda direito a “estabelecer o método, critérios de seleção, termos e condições” de todas as licenças e projetos futuros.
Segundo o Telegraph, as exigências de Trump equivalem a uma percentagem maior do PIB ucraniano do que as reparações da Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. Trata-se de uma colonização económica da Ucrânia sem validade, lê-se ainda no jornal.