A cólera em Angola avançou para 11 províncias, com 110 novos casos detetados nas últimas 24 horas, incluindo dois em Cabinda, pela primeira vez, totalizando agora 4.582 casos e 163 mortes.

Dos 110 casos de cólera mais recentes, 55 foram registados na província de Luanda, 39 na província do Bengo, 12 na província do Icolo e Bengo, dois na província de Malanje e dois na província de Cabinda.

Nas últimas 24 horas foram também registados cinco mortes: três em Luanda, um em Cabinda e um no Bengo, estando internadas 148 pessoas com cólera.

“A cólera é pobreza, lixo e água imprópria”. Como a doença começou no Paraíso, se alastrou por Angola e matou 150 pessoas. Portugal atento

Desde o início do surto, foi reportado um total cumulativo de 4.582 casos, sendo 2.207 na província de Luanda, 1.750 na província do Bengo, 550 na província do Icolo e Bengo, 28 na província do Cuanza Sul, 23 na província de Malanje, oito na província do Huambo, seis na província da Huíla, cinco na província do Zaire, dois na província do Cuanza Norte, dois na província de Cabinda e um na província do Cunene, com idades compreendidas entre os dois e os 100 anos.

Ocorreram desde o início do surto 163 mortes, sendo a província do Bengo a que registou mais mortes (71) seguindo-se Luanda (67) e Icolo e Bengo (19).

O grupo etário mais afetado é o dos dois aos cinco anos, com 706 casos e 25 mortes, seguido do grupo etário dos 10 aos 14 anos, com 577 casos e nove mortes.

O surto de cólera foi notificado a 7 de janeiro e desde o início de fevereiro têm sido reportados mais de 100 novos casos por dia.

Mais de 925 mil pessoas foram vacinadas contra a cólera, cobrindo 86% da população-alvo.