A Imprensa Nacional (IN) conta editar este ano 75 novos títulos e iniciar várias novas coleções, desde a dança à sociedade portuguesa na segunda metade do século XX passando pelo infantojuvenil, foi esta quinta-feira anunciado.
A nova coleção de livros sobre dança é dirigida pelo antigo ministro da Cultura e historiador José Sasportes e abre com os títulos Dança e Política no Século XX, de Maria João Castro, e Dançar com o III Reich — Os Bailarinos Modernos e o Nazismo, de Laure Guilbert.
Já a coleção dedicada aos editores portugueses é dirigida pelo escritor Jorge Reis-Sá e o primeiro volume será dedicado a Guilhermina Gomes, que dirigiu o Círculo de Leitores até 2020.
Por seu lado, a coleção sobre a sociedade portuguesa na segunda metade do século XX, intitulada Portugal, lugar onde, é coordenada pelo anterior ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, e vai ser inaugurada com a obra Ricos e Pobres no Alentejo — Uma Sociedade Rural Portuguesa, de José Cutileiro.
Outra coleção – “M” – é dedicada às marcas históricas portuguesas, dirigida pelo designer João Campos, que começa com um livro sobre marcas da indústria conserveira.
Na área infantojuvenil, uma nova coleção intitulada “Arte Nossa” vai publicar dois títulos dedicados às obras dos artistas plásticos Almada Negreiros (1893-1970) e Josefa de Óbidos (1630-1684).
A IN, chancela da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, vai continuar a “apostar nas obras completas de alguns autores portugueses, cuja obra é difícil de encontrar ou está mesmo indisponível no mercado”, como Manuel Teixeira Gomes, Francisco Teixeira de Queiroz, Maria Ondina Braga ou Maria Isabel Barreno, que se inicia com dois volumes coordenados por Ana Rita Sousa: Romances I e Contos e Novela.
Este ano estão previstas também edições críticas dos romances A Cidade e as Serras, O Primo Basílio e a primeira versão de O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós, do Romance dum Homem Rico, A Doida do Candal e Livro de Consolação, de Camilo Castelo Branco, e um volume que reúne quatro comédias de Almeida Garrett — O Corcunda por Amor, Falar Verdade a Mentir, Tio Simplício e O Conde Novion -, e outro com o Romanceiro.
No âmbito da “Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa”, coordenada pelo investigador Carlos Reis, o plano editorial da IN prevê a publicação de Os Lusíadas, de Luís de Camões, no âmbito das celebrações dos 500 anos do seu nascimento, e ainda do romance histórico Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano.
Na coleção “Pessoana”, dirigida pelo catedrático Ivo de Castro, especialista em linguística histórica e crítica textual, serão publicados os títulos Poemas de Alberto Caeiro, Vinte Anos de Poesia Ortónima II — 1921-1933, e o ensaio Os Livros Ocultos de Fernando Pessoa, de Rita Marrone.
Noutra coleção, a “Plural”, dedicada à poesia serão publicados Poética, de Ana Cristina César, Magnífica Luz — Poesia Reunida, de Fernando Guedes, Erros Meus, de Nuno Artur Silva, e a reunião da obra de Inês Lourenço, ainda sem título.
Na série “Letrapoema”, dedicada aos letristas que escrevem em português, vão ser publicados Enquanto Invento Algum Sentido, de Miguel Araújo, e Soñetos, de Rui Reininho.
Na área de Ensaio, na coleção “Olhares”, vão ser publicados livros como A Longitude do Mundo. Viagens Oceânicas, Cosmografia Matemática e a Construção de Uma Terra Global, de Henrique Leitão e José María Moreno Madrid, e Império do Medo — Escravatura, Tráfico Negreiro e Racismo, de vários autores.
Este ano serão também publicados os títulos Riso, Troça e Aplauso. Representações de Escritores Portugueses na Imprensa Satírica, de Maria Virgílio Cambraia Lopes, e Retratos de Camões, de Raquel Henriques da Silva, na coleção “Arte e Artistas”.
Na “Série Ph.”, dedicada à fotografia portuguesa, sairão os livros sobre as obras de Gérard Castello-Lopes — que já tinha estado previsto para 2024 – e Patrícia Almeida.