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Designer da Mercedes diz que IA mata designers e ecrãs não são sinónimo de luxo

Este artigo tem mais de 1 ano

O chefe de Design da Mercedes não tem dúvidas que, no futuro, será substituído por uma máquina equipada com Inteligência Artificial. E defende ainda que os grandes ecrãs a bordo não são um luxo.

Gordon Wagener é o chefe do Departamento de Design da Mercedes, respondendo por todas as opções relacionadas com o estilo da marca em qualquer uma das actividades em que está presente. Numa recente apresentação das novas torres de apartamentos da Mercedes em Miami, Wagener teve ocasião de dissertar sobre o futuro do design e, no processo, previu que dentro de 10 anos será substituído por computadores com recurso a Inteligência Artificial (IA), em vez de designers de carne e osso.

Durante os últimos 100 anos, as pessoas que deram forma a veículos, bem como a tudo o resto, de móveis a casas, passando por roupa, relógios e óculos, procuraram conjugar o estilo com a filosofia da marca e o seu posicionamento no mercado, respeitando obviamente a função. O que o responsável pelo Design da Mercedes prevê é que, em breve, um computador gerido por um programa alimentado por IA será capaz de conceber qualquer coisa, mais depressa e muito mais barato do que os melhores estilistas do mercado, nos mais variados tipos de indústria.

Em conversa com a cadeia televisiva norte-americana ABC News, Wagener falou ainda sobre os ecrãs que passaram a dominar o interior dos carros modernos (eléctricos ou não), tanto em dimensão como em quantidade. Ora, de acordo com o designer da Mercedes, os ecrãs — mesmo os maiores ou os dispostos em conjunto — não são vistos pelos clientes como um elemento de luxo.

O Hyperscreen da Mercedes, formado por três ecrãs que, em conjunto, dominam o tablier

Wagener acrescenta ainda que o conjunto de três ecrãs denominado Hyperscreen, que pode ser encontrado nos eléctricos EQS e EQE, está perfeito em termos de hardware. Contudo, segundo ele, o software que o alimenta está longe da perfeição e do ideal em matéria de funcionalidade. Wagener prevê que, nos próximos anos, o software evolua a ponto a de se tornar num verdadeiro trunfo para os clientes, o que passa inevitavelmente por acompanhar as necessidades destes.

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