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O presidente dos Estados Unidos “apoia totalmente as operações aéreas e terrestres de Israel na Faixa de Gaza”, assim como “as ações que se realizaram nos últimos dias”, garantiu esta quinta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Após ser questionada pelos jornalistas sobre se Donald Trump está a trabalhar para restaurar o cessar-fogo na Faixa de Gaza, Leavitt afirmou que Trump “deixou bem claro ao Hamas que, se não libertasse todos os reféns, seria um inferno. Infelizmente, o Hamas preferiu brincar com vidas nos meios de comunicação social”.

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“Não podemos esquecer que o Hamas é totalmente culpado por esta situação por causa do violento ataque a Israel, a 7 de outubro [de 2023]”, acrescentou ainda Leavitt.

As hostilidades cessaram a 19 de janeiro, ao abrigo de um acordo mediado pelo Qatar, Estados Unidos e Egito. A primeira fase da trégua — que permitiu o regresso a Israel de 33 reféns, incluindo oito mortos, e a libertação de aproximadamente 1.800 detidos — expirou a 1 de março. Desde então, as negociações estão paralisadas.

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O Hamas quer passar à segunda fase do acordo, que prevê um cessar-fogo permanente, a retirada israelita de Gaza, a reabertura da passagem de ajuda humanitária e a libertação dos restantes reféns. Israel, por seu lado, quer um prolongamento da primeira fase até meados de abril e, para passar à segunda, exige a desmilitarização de Gaza e a saída do Hamas, que governa o território desde 2007.

Com as negociações com o Hamas num impasse, Israel avançou com bombardeamentos na Faixa de Gaza, quebrando o acordo de cessar-fogo. O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira, pelo próprio primeiro-ministro israelita: “De agora em diante, Israel irá agir contra o Hamas com crescente força militar”. Horas depois, caíram as primeiras bombas.

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