Em 2025, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderá contratar até 1.070 médicos aposentados, o maior número desde que o regime excecional que atrai reformados para colmatar a falta de clínicos se iniciou em 2010. A informação foi avançada pelo jornal Expresso e confirmada pelo Observador junto de fonte oficial do Ministério da Saúde.

O número de vagas foi avançado num comunicado pela Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN) acerca da reunião de 25 de março entre este organismo, a ministra da Saúde , Ana Paula Martins e o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida. No documento, assinado pelo diretor da USF-AN André Biscaia, é referido que se trata do “maior contingente de sempre” com cerca de 1.050/1.070 vagas para aposentados.

Deste número, uma quota-parte será alocada pela Direção Executiva do SNS nos locais onde os médicos forem mais necessários, num processo que será articulado entre as Unidades Locais de Saúde (ULS) e a Direção Executiva do SNS.

Em 2024, o contingente aberto pelo SNS foi para 900 médicos reformados, o que abrangeu não só novos contratos, mas também a renovação dos mesmos. Em 2023, foram 587 e em 2022, 427 vagas.

O número de médicos aposentados a contratar a cada ano para o SNS, através deste regime excecional, é definido todos os anos por despacho. O referente a 2025 ainda não foi publicado em Diário da República.

Segundo o comunicado da USF-AN, o despacho foi assinado a 24 de março. A mesma nota adianta ainda que até ao final de março, será publicado o despacho com as vagas do concurso para a contratação de médicos de família. “Foi garantido que será aberto o máximo de vagas possível para acolher e recrutar os especialistas que pretendam ficar no SNS e que as vagas que não forem escolhidas se manterão abertas e disponíveis nas ULS, para que estas, gozando da sua autonomia, possam continuar a recrutar até ao próximo concurso”, lê-se.

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