O vulcão da cidade de Grindavik, no sudoeste da Islândia, entrou novamente em erupção esta terça-feira, depois de uma série de sismos terem assinalado a iminência da atividade vulcânica, como previsto pelas autoridades islandesas.

A cidade piscatória de Grindavik e o famoso spa turístico da Lagoa Azul começaram a ser evacuados no início do dia, ainda antes de a erupção se confirmar, e turistas e residentes foram incentivados a abandonar o local, mas um pequeno número de pessoas recusou-se, segundo informam os media locais, citados pela BBC.

Desde o início da erupção, o vulcão tem expelido lava e fumo, criando uma enorme fenda no solo que atingiu 1,2 km de comprimento. As imagens aéreas da Proteção Civil islandesa nas redes sociais mostram isso mesmo.

Um “enxame de terramotos” começou ao início da manhã (hora local) na cratera Sundhnúkagígar, de forma semelhante a erupções anteriores, disse o Gabinete Meteorológico Islandês (IMO) na página da internet. Os sismos foram seguidos por deformações e alterações de pressão em furos de sondagem explorados pela empresa de energia HS Orka.

Em novembro, ocorreu uma erupção na região, a sétima no espaço de um ano. A maioria dos 4.000 habitantes de Grindavik foi retirada no final de 2023, pouco antes da primeira erupção vulcânica na região. Desde então, quase todas as casas foram vendidas ao Estado e a maioria dos residentes abandonou o local.

Das erupções vulcânicas ao deserto de habitantes. Islandeses que viviam em Grindavik podem não voltar a casa

O comissário da polícia da região, Ulfar Ludviksson, disse que, recentemente, cerca de 40 casas em Grindavik foram ocupadas, avançou a RUV.

Os vulcões da península não entravam em erupção há oito séculos até março de 2021, altura em que começou um período de maior atividade sísmica. Os vulcanólogos alertaram que a atividade vulcânica na região ter entrado numa nova era.

A Islândia tem 33 sistemas vulcânicos ativos, mais do que qualquer outro país europeu. Está situada na Crista Média Atlântica, uma falha no fundo do oceano que separa as placas tectónicas euro-asiática e norte-americana e que desencadeia sismos e erupções.

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