Marcelo Rebelo de Sousa acredita que a “imprevisibilidade” dos resultados eleitorais vai progressivamente diminuir “com a aproximação das eleições e com os debates intensos e exaustivos”. O Presidente da República não se mostrou preocupado com o número elevado de eleitores indecisos, porque acredita que ainda “há muito espaço para as pessoas decidirem”.

Sobre a decisão de a AD ser representada nos debates televisivos não só pelo líder da coligação como por Nuno Melo, Marcelo diz que respeita “as opções de cada qual” e que, ao longo dos anos, “tem havido modas para todos os gostos”.

O Presidente considera que os debates entres os líderes partidários “são cada vez mais importantes”, porque a prestação dos políticos nestes tem um “peso” cada vez mais “decisivo” no voto dos eleitores, nomeadamente devido à sua proximidade da data das eleições. Marcelo defende que essa importância pode aumentar “se houver uma proximidade grande entre as alternativas governativas”.

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Protocolo sobre imigração é um “contributo importante”

O Presidente da República considerou que o protocolo sobre imigração assinado entre Governo e confederações patronais é “um contributo importante”, mas referiu que, mais do que assinar, é importante aplicar acordos.

No fim de mais uma sessão de “Encontros no Palácio de Belém”, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre o Protocolo de Cooperação para a Migração Laboral Regulada assinado, que segundo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai permitir regras “mais ágeis, mas também mais humanistas”.

O chefe de Estado respondeu que é positivo “tudo o que for feito para dar continuidade àquilo que foi esboçado em governos anteriores, que é haver mecanismos — não apenas assinando acordos, que é importante, mas é o mais fácil, mas fazendo aplicar acordos”.

Segundo o Presidente da República, deve haver “contactos entre entidades que dizem respeito à matéria do emprego em Portugal com entidades que dizem respeito à situação laboral nos países de origem de migrações, nomeadamente da língua oficial portuguesa”.

Marcelo Rebelo de Sousa mencionou que “já houve ensaios relativamente ao Brasil, por exemplo, e houve conversas relativamente a outros países de língua oficial portuguesa”.

Na sua opinião, “tudo o que for feito nesse sentido é positivo, para quem queira vir não ver expectativas frustradas, para quem precisa urgentemente de mão-de-obra não ter mão-de-obra que vem, mas ao lado, não tem a ver necessariamente com aquilo que é a qualificação e o destino que se pretende”.

“E, portanto, [o protocolo hoje assinado] é um contributo importante para aquilo que todos queremos, que é que haja, de parte a parte, soluções virtuosas e não desilusões muito evidentes”, considerou o chefe de Estado.