Na manhã deste domingo de Páscoa, 20 de abril, JD Vance encontrou-se com o Papa Francisco na Casa Santa Marta, onde o líder da Igreja Católica tem vindo a recuperar e onde também tem recebido visitas, como foi o caso do Rei Carlos III e da Rainha Camila, no início de abril. A reunião decorreu às 11h30 locais, 10h30 de Lisboa, um pouco antes da aparição surpresa de Francisco nas celebrações de Páscoa na Praça de São Pedro. De acordo com o Gabinete de Imprensa da Santa Sé, citado pelo Vatican News, o encontro foi privado, durou “alguns minutos” e os dois trocaram saudações de Páscoa.
Pope Francis and JD Vance on Easter Sunday morning.
— Catholic Arena (@CatholicArena) April 20, 2025
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O encontro com o Papa acontece um dia depois de JD Vance reunir-se com o secretário de Estado da Santa Sé, o cardeal Pietro Parolin e com o bispo Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com Estados e Organizações Internacionais. Durante uma “conversa cordial”, foram abordados temas como a situação internacional, principalmente os países em guerra, as tensões políticas e as dificuldades humanitárias, incluindo imigrantes, refugiados e prisioneiros, apontou a Santa Sé, fortalecendo o “comprometimento comum em proteger o direito à liberdade religiosa e de consciência”. O vice-presidente norte-americano está na Itália com a mulher e os três filhos e chegou ao Vaticano na última sexta-feira, quando participou na celebração da Paixão de Cristo na Basílica de São Pedro.
JD Vance converteu-se ao catolicismo aos 35 anos, e hoje, aos 40 anos, considera-se um católico devoto. Contudo, como vice-presidente de Donald Trump, representa visões políticas distintas das que o Papa Francisco defendeu nos últimos meses. Em fevereiro, o líder da Igreja Católica escreveu uma carta aos bispos americanos na qual condenou as expulsões em massa de migrantes, descrevendo-as como uma “grande crise”. “O que se constrói sobre o fundamento da força, e não sobre a verdade da igual dignidade de cada ser humano, começa mal e acabará mal”, disse o Papa. Já em 2024 também reagiu à campanha eleitoral americana, descrevendo as posições anti-migrantes como “contra a vida”.