São 25 os líderes estrangeiros e chefes de Estado que estarão presente nas comemoração do Dia da Vitória, esta sexta-feira, num evento que está a ser organizado com pompa e circunstância pela presidência russa.
Ao longo dos últimos meses, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, convidou vários líderes estrangeiros para estarem presentes na Praça Vermelha. O chefe de Estado quis mostrar que, apesar das sanções resultantes da guerra da Ucrânia, Moscovo não está isolado na comunidade internacional. “Apesar das atitudes hostis em relação à Rússia de muitos países ocidentais, estamos a ter muito sucesso a organizar um evento de larga escala”, afirmou Yuri Ushakov, conselheiro da política externa no Kremlin.
Do Brasil ao Zimbabué, 25 líderes estrangeiros concordaram em estar presentes em Moscovo esta sexta-feira (mais dois das regiões separatistas da Geórgia). Houve, no entanto, alguns convites recusados. Por exemplo, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, não aceitou o convite, apesar de estar próximo do Kremlin, por Budapeste ter um entendimento “diferente” do Dia da Vitória.
Outros, como o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, viram-se obrigados a cancelar a presença no evento, por outros motivos. A recente tensão entre o Paquistão e o Índia na região da Caxemira levaram ao chefe de governo a alterar os planos, enviando um representante do Ministério da Defesa para o Dia da Vitória.
Quem também estava confirmado que iria ao evento era o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, mas o líder azeri cancelou à última da hora, alegando motivos de política interna. No mesmo sentido, o chefe de Estado do Laos, Thongloun Sisoulith, também o fez, justificando que estava doente com Covid-19.
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Até agora, estes são os líderes dos países que confirmaram que estarão presentes nas comemorações do Dia da Vitória:
- Primeiro-ministro da Arménia: Nikol Pashinyan
- Presidente da Autoridade Palestiniana: Mahmoud Abbas
- Presidente da Bielorrússia: Alexander Lukashenko
- Membro de etnia sérvia da presidência da Bósnia-Herzegovina: Željka Cvijanović
- Presidente do Brasil: Lula da Silva.
- Presidente do Burkina-Faso: Ibrahim Traoré
- Presidente do Cazaquistão: Kassym-Jomart Tokayev
- Presidente da China: Xi Jinping
- Presidente do Congo: Denis Sassou Nguesso
- Presidente de Cuba: Miguel Díaz-Canel
- Presidente do Egito: Abdul Fatah Khalil Al-Sisi
- Primeiro-ministro da Eslováquia (o único líder de um país da União Europeia e da NATO na cerimónia): Robert Fico
- Presidente da Etiópia: Taye Atske Selassie
- Presidente da Guiné-Bissau: Umaro Sissoco Embaló
- Presidente da Guiné-Equatorial: Obiang Nguema Mbasogo
- Presidente da Mongólia: Ukhnaagiin Khürelsükh
- Presidente do Myanmar: Min Aung Hlaing
- Presidente do Quirguistão: Sadyr Japarov
- Presidente da Sérvia: Aleksandar Vučić
- Presidente do Tajiquistão: Emomali Rahmon
- Presidente do Turquemenistão: Serdar Berdimuhamedow
- Presidente do Uzbequistão: Shavkat Mirziyoyev
- Presidente da Venezuela: Nicolás Maduro
- Presidente do Vietname: Lương Cường
- Presidente do Zimbabué: Emmerson Mnangagwa
Ainda estarão presentes os líderes de duas regiões separatistas da Geórgia a quem a Rússia reconheceu a independência, após a guerra russo-georgiana de 2008.
- Presidente da Abecásia: Badra Gunba
- Presidente da Ossétia do Sul: Alan Gagloev