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“Obrigado , Presidente Trump!!!”. Foi assim que Edan Alexander agradeceu o apoio da Casa Branca no processo da sua libertação. No momento em que foi transportado com membros da sua família num helicóptero da Força Aérea Israelita para o Hospital Sourasky, em Telavive, o soldado refém libertado —para além de agradecer ao Presidente norte-americano — fez ainda referências ao seu batalhão no exército israelita: “Am Yisrael Chai!!! Avante Golani 51.”

O refém israelo-americano Edan Alexander foi libertado esta segunda-feira pelo Hamas e entregue à Cruz Vermelha, que depois levou o jovem de 21 anos até às forças militares israelitas. Trata-se do último refém norte-americano que sobreviveu após ter sido mantido em cativeiro durante 584 dias pelo grupo islamita desde o 7 de outubro de 2023.

O Hamas confirmou a libertação de Edan Alexander explicando que o refém foi libertado “na sequência de contactos com a administração norte-americana”. O grupo sublinhou, ainda, que a libertação “faz parte dos esforços que estão a ser feitos pelos mediadores para alcançar um cessar-fogo, abrir as passagens e permitir que a ajuda e o alívio cheguem à Faixa de Gaza”.

Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, atribuiu o mérito da libertação do refém à pressão militar de Israel e à pressão política de Trump. “É uma combinação vencedora”, afirmou.

“O governo israelita está empenhado no regresso de todos os reféns e desaparecidos — tanto os vivos como os mortos”, lê-se, também, no comunicado publicado pelo gabinete de Netanyahu e citado pelo Times of Israel. “Continuaremos a trabalhar incansavelmente até que todos [os reféns] regressem a Israel”, conclui.

Por seu turno, o ministro da Defesa israelista, Israel Katz, agradeceu à Casa Branca o apoio no processo. “Agradeço ao Presidente dos Estados Unidos e à administração americana pelos seus esforços e assistência para garantir a sua libertação”, afirmou Katz, citado pelo mesmo jornal.

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A libertação de Edan Alexander coincide com a viagem a Israel de Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, e com a véspera do início da viagem de Donald Trump a vários países do Médio Oriente. Horas antes da libertação do cidadão israelo-americano, o Presidente da Casa Branca já tinha anunciado a decisão do Hamas. “Edan Alexander, refém americano que se pensava morto, vai ser libertado pelo Hamas. Ótimas notícias!”, escreveu na rede social Truth Social.

Horas mais tarde, Donald Trump felicitou, na mesma plataforma social, a família do recém-libertado. “Edan Alexander, o último refém americano vivo, está a ser libertado. Parabéns aos seus maravilhosos pais, família e amigos!”, afirmou.

Donald Trump- libertação refém Isral-Hamas Donald Trump/ Truth Social

Também o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, saudou a libertação de Edan Alexander, “que estava refém em Gaza”.

Guterres aproveitou a ocasião para pedir um acordo que garanta o fim da guerra no enclave. “Peço a todos os envolvidos que deem continuidade à libertação de hoje para chegar a um acordo abrangente que garanta a libertação de todos os reféns, o fim das hostilidades, o fornecimento de ajuda humanitária e o alívio há muito esperado do sofrimento em Gaza”, escreveu o secretário-geral da ONU na rede social X.

Depois da libertação, foram divulgadas nas redes sociais imagens do reencontro de Edan Alexander com a família. Num vídeo que o Times of Israel atribui às Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), vê-se os pais de Alexander, Yael e Adi, e os seus irmãos, a abraçar o antigo prisioneiro.