Vinte e cinco jovens (com idades compreendidas entre os 16 e os 23 anos), incluindo seis menores, foram acusados em Paris por uma onde de violência que vitimou vários magnatas das criptomoedas franceses, revelaram procuradores citados pelo The Guardian no sábado. “Dezoito pessoas foram colocadas em prisão preventiva, três pediram um adiamento da audiência e quatro foram colocadas sob supervisão judicial”, revelou o Ministério Público de Paris.

A investigação visa uma “tentativa de sequestro por um gangue organizado” e concentra-se numa tentativa de sequestro em plena luz do dia, a 13 de maio, em Paris, que teve como alvo a filha e o neto do diretor de uma empresa de criptomoedas.

Além de operações bem sucedidas, da parte dos assaltantes, os procuradores também investigam assaltos e sequestros na forma tentada — entre os quais está uma tentativa frustrada na sexta-feira e uma operação travada perto de Nantes na segunda-feira.

Em maio foram divulgadas imagens de um desses assaltos, em plena luz do dia, em Paris. Os vídeos amadores mostram vários encapuzados, com roupa escura, a cercarem os familiares de um magnata das criptomoedas com a tentativa de levarem as vítimas para a mala de uma carrinha branca. No entanto, e face à resistência dos visados, os populares que assistiram à tentativa de sequestro agiram, com um homem a intimidar os agressores com um extintor de incêndio.

A maioria dos suspeitos identificados nasceram em França, com alguns nascidos no Senegal, em Angola e na Rússia. O gangue funcionava de forma estruturada, com membros destinados à execução dos sequestros e outros envolvidos na logística.

Estes grupos contam com a presença de muitos jovens, facilmente atraídos pela ideia de conseguirem dinheiro fácil, como atesta o advogado de um deles. “O meu cliente admitiu ser um peça na engrenagem de uma máquina criminosa” e está arrependido por isso, alegou o advogado.

Estes raptos começaram em janeiro e já motivaram discussões políticas, com o ministro do Interior, Bruno Retailleau, a reunir, em maio, com vários magnatas das criptomoedas, para discutir a segurança destes empresários.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 2.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui.]