O empresário Elon Musk, que na semana passada deixou a administração norte-americana depois de liderar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), criticou esta terça-feira o projeto de orçamento dos Estados Unidos apoiado pelo Presidente Donald Trump.

“Sinto muito, mas não aguento mais”, começou por escrever Elon Muks na rede social X, de que é dono, descrevendo o projeto de lei como “massivo”, “ultrajante” e uma “abominação repugnante”. “Os quem votaram a favor deviam ter vergonha: vocês sabem que erraram. Vocês sabem disso”, sublinhou o milionário.

Numa publicação posterior, Musk afirmou que o projeto de lei “vai aumentar exponencialmente o já gigantesco défice orçamental para 2,5 biliões de dólares (!!!) e sobrecarregará os cidadãos americanos com uma dívida esmagadoramente insustentável”. “O Congresso está a levar a América à bancarrota”, acrescentou.

Com o projeto de lei, a administração norte-americana quer alargar os incentivos fiscais implementados por Trump durante o seu primeiro mandato enquanto Presidente norte-americano (entre 2017 e 2021), além de decretar novos cortes de impostos, o aumento das despesas com o setor da defesa e com a segurança nas fronteiras, incluindo a construção de um muro ao longo da fronteira com o México. Aprovado no final de maio na Câmara dos Representantes, sob pressão de Trump, está em análise desde segunda-feira no Senado, onde os republicanos detêm a maioria.

Musk já tinha criticado esta proposta. “Francamente, fquei dececionado ao ver um projeto de lei tão dispendioso, que aumenta o défice orçamental, não apenas o diminui, e prejudica o trabalho que a equipa do DOGE está a fazer”, afirmou numa entrevista ao programa CBS Sunday Morning.

“Dececionado”, Musk critica plano de isenções fiscais de Trump

Questionada sobre as recentes críticas do bilionário, a porta-voz da Casa Branca lembrou que o Presidente norte-americano esta a par da posição de Musk sobre o assunto. “Isso não muda a opinião do Presidente — é uma grande, linda lei e ele vai continuar com ela”, garantiu Karoline Leavitt, citada pela CNN.

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