Depois de uma goleada pesada, outra goleada pesada. Há muito que Portugal não consentia derrotas pesadas em compromissos oficiais, sendo necessário recuar até ao último Campeonato da Europa para ver um duelo mais desnivelado diante da Suécia quando as aspirações de passagem à fase a eliminar eram mais diminutas. No entanto, e apenas em seis semanas, essa ideia ruiu. As duas primeiras jornadas no regresso à Liga A da Liga das Nações trouxeram um prometedor empate caseiro com a Inglaterra e uma vitória na Bélgica mas as duas últimas deslocações a Espanha e ao mítico estádio de Wembley terminaram com goleadas que causaram mossa nas Navegadoras. Agora, na última ronda do grupo, a Seleção procurava sobretudo a redenção.
“Os nossos últimos jogos com a Bélgica têm sido muito equilibrados, decididos sempre nos pormenores. É uma equipa que tem vindo a crescer desde que a nova treinadora entrou. É uma equipa diferente daquela que encontrámos em fevereiro. Defende muito bem, procura ter linhas compactas e é muito forte no momento de recuperação. Temos, mais uma vez, de procurar ser equilibradas no jogo, ter um jogo posicional que nos permita criar desequilíbrios e manter o equilíbrio no momento de perda. O empate é suficiente? Esta equipa joga sempre para ganhar. É isso que procuramos. Às vezes não somos suficientemente competentes para conseguir o resultado que queremos mas o que temos trabalhado e desejado são os três pontos. Sabemos que poderemos jogar com dois resultados mas isso só será considerado quando a árbitra levantar o tempo extra”, apontara Francisco Neto, ciente da importância da manutenção da equipa na Liga A.
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— Portugal (@selecaoportugal) June 2, 2025
“Queremos manter-nos nesta divisão. Nunca nenhuma equipa do pote 4 conseguiu garantir a manutenção antes da última jornada. Estamos em boas condições para o conseguir e vamos fazer tudo para que isso aconteça mas sabemos que temos pela frente um adversário que nunca foi despromovido e que não quererá ficar com esse carimbo. Vamos fazer tudo para fazer história no futebol europeu. Isso passaria sempre por garantir o acesso ao playoff e, em outubro, lutar pela manutenção”, acrescentara, relativizando as várias ausências que têm assolado a equipa: “Queremos sempre contar com todas mas confiamos sempre no grupo que temos. Nunca foi desculpa a ausência de uma jogadora, acreditamos muito nas que estão cá”.
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As bases do encontro estavam lançadas, num contexto em que Portugal poderia garantir o terceiro lugar e respetivo acesso ao playoff de permanência em caso de empate mas que tinha a Bélgica ainda na corrida após a surpreendente vitória caseira alcançada com a Inglaterra, que deu à equipa os três primeiros pontos nesta edição. Esse resultado acabou mesmo por fazer a diferença, com o conjunto belga a ter uma mudança técnica, a melhorar a olhos vistos e a ser superior à Seleção em grande parte do encontro, aproveitando todas as oportunidades que teve para marcar e relegando de novo Portugal para a Liga B como na primeira edição com uma média de quatro golos sofridos nas últimas quatro derrotas sofridas na Liga das Nações. Por mais que a Seleção queira dar o próximo passo e às vezes mostre essa face, ainda está longe desse objetivo…
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Com três alterações na formação inicial, a começar como é habitual pela baliza com Patrícia Morais a ficar com o lugar de Inês Pereira, a passar pela estreia como titular de Carolina Correia em vez de Dolores Silva e a chegar ao ataque com Jéssica Silva na vaga de Ana Capeta, Portugal entrou melhor, controlou desde início a partida e beneficiou de duas oportunidades flagrantes para chegar à vantagem, com Andreia Norton a atirar ao poste na sequência de uma jogada na direita com uma grande simulação de Jéssica Silva (24′) e Andreia Jacinto a rematar às malhas laterais depois de um passe na profundidade de Ana Borges (31′). A Bélgica pouco mais fazia do que manter a boa organização defensiva mas, numa das raras ocasiões em que saiu em transição, chegou ao golo com Justine Vanhaevermaet a aproveitar uma segunda bola na área (37′).
As ???????? ???????????????????????????????????????????? escolhidas por Francisco Neto para o ????????✖️????????#FazHistória | #PORBEL #UWNL pic.twitter.com/pZg8Uj0Zd0
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???? 31' PERIGO NOVAMENTE NA BALIZA BELGA! Andreia Jacinto, pelo lado direito, quase que fazia o primeiro, mas a bola passou um pouco ao lado!#PORBEL | 0-0 | #FazHistória #UWNL
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Portugal tinha 45 minutos para chegar pelo menos ao empate que pudesse evitar nova descida à Liga B, com a segunda parte a começar com duas longas paragens por choques de cabeça que necessitaram de assistência médica. Os minutos passavam sem que a Seleção conseguisse criar oportunidades para chegar à baliza belga apesar das tentativas de Andreia Norton em levar a equipa para a frente, com Francisco Neto a lançar em campo a madeirense Telma Encarnação e Ana Capeta para mexerem com o ataque. A ideia era essa, a prática saiu furada: logo no minuto seguinte, Teulings ganhou uma grande penalidade e Tessa Wullaert a fazer o 2-0 (67′). A Seleção acusou e muito o segundo golo, com a Bélgica a dar a estocada final com o melhor momento do jogo num remate de Wullaert a mais de 30 metros que acabou de vez com o sonho nacional (72′).
UEFA Nations League – Group A3
Portugal ???????? 0-3 Belgium ????????
Spain ???????? 2-1 England ????????????????????????????The World & European champions went head to head for top spot & Spain won it!
Spain fought back from behind with two great Clàudia Pina goals
Portugal are relegated with a home defeat to Belgium pic.twitter.com/DLIaYMcz7F
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