Lágrimas, abraços e festejos antes da entrega da taça, muitas fotografias, passagens pela zona mista e um regresso com muita música ao hotel. Com a saída para o aeroporto de Munique marcada para as 8h30, não houve propriamente muito descanso mas sobrou a festa possível entre toda a comitiva portuguesa depois da conquista da Liga das Nações pela segunda vez, naquele que foi o terceiro grande título ganho pela Seleção A, com alguns pormenores da festa como as chamadas que foram sendo feitas para os familiares, os vídeos no autocarro da equipa ou a bola que Rúben Dias levou para que todos os companheiros assinassem.

Já esta manhã, com alguns adeptos ainda à porta do hotel para uma última saudação à Seleção, tudo foi diferente em relação ao que aconteceu por exemplo em Paris, quando Portugal ganhou o Europeu de 2016. Dos 26 convocados para a fase final, oito acabaram por não seguir com a comitiva para Lisboa por irem de férias ou por terem de juntar-se a companheiros de equipa para o Mundial de Clubes: Cristiano Ronaldo, Diogo Dalot, Diogo Costa, Rodrigo Mora, Rúben Neves, Diogo Jota, Vitinha e Gonçalo Ramos. Entre os restantes, e durante a saída para o aeroporto, foi possível ver quem levasse ainda a roupa da Seleção Nacional ou quem fosse com uma roupa casual, casos de Gonçalo Inácio, Nuno Mendes ou Francisco Trincão.

Já Roberto Martínez, de medalha ao peito, continuava com a roupa da Seleção… e sem voz, como se voltou a perceber quando falou aos jornalistas à porta do hotel antes de começar a viagem de regresso a Lisboa. “O que tenho ao peito? Um símbolo do esforço, do trabalho dos jogadores e da equipa técnica e agora, sem voz, sem descanso mas muito orgulhoso. Foi um ambiente incrível, nunca me vou esquecer daquela noite. É uma competição muito exigente, relembrei-me de tudo. O jogo que fizemos na Croácia, o jogo na Dinamarca, a final contra a Espanha… O jogo com a França [dos quartos do Euro-2024]… São momentos que queremos melhorar. Estou muito orgulhoso pelo que os jogadores fizeram”, começou por referir o treinador.

“Agora temos de fazer o apuramento para o Mundial, três meses, seis jogos. Foi uma relação muito natural, música, muita alegria, a taça, um momento muito especial a festa. Agora há vários jogadores que vão de férias, não há uma receção oficial, só em setembro e outubro podemos entregar este troféus aos nosso adeptos. Por isso agora, é tentar recuperar a voz. Estamos muito satisfeitos”, acrescentou, antes de dizer também que Balaguer, onde nasceu, foi por uma noite portuguesa e não espanhola para apoiá-lo.

“Houve muita festa, muita alegria. Foi uma festa muito bonita de todos. Acho que isto foi um sinal de que o trabalho está a ser muito bem feito e agora há que continuar o rumo que temos tido. Temos trabalhado todos no mesmo sentido. Quando conquistamos algo pelo nosso país, é único. Pensar no Mundial? Não, no Mundial não. Agora estamos muito curiosos pela forma como vamos ser recebidos em Portugal, uma vez mais com as nossas famílias. Acho que agora não faz sentido falar no Mundial. Teremos uma longa época de qualificação, bem como a temporada também nos respetivos clubes”, tinha referido antes João Palhinha, numa zona mista improvisada à porta do hotel, antes de falar também de Munique… e do seu futuro.

“Ganhar em Munique foi especial, sem dúvida. Erguer mais um troféu no estádio do meu clube atual é sempre especial. Acho que dá muita sorte. Nuno Mendes? Se fosse por mim, ficava já aqui. Já nem o deixava voar logo… É extraordinário o que fez ontem [domingo] e o que tem vindo a fazer. Tudo o que está a conquistar é único. Já deixou o seu nome na história e, na minha opinião, é claramente o melhor lateral do mundo. Com esta idade, é algo ao qual temos de dar muito valor. Futuro? O meu futuro passa por apanhar agora o avião. Neste momento só quero regressar a Portugal, mostrar esta medalha aos meus filhos e desfrutar com a minha família”, acrescentou o médio que tem sido associado ao Benfica.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 4.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]