A NATO terá reduzido a cimeira dos líderes, em Haia, na próxima semana, de três dias para apenas uma sessão. Segundo o Financial Times, a decisão foi tomada de forma a evitar que o Presidente dos EUA, Donald Trump, “se aborreça e deixe a cimeira mais cedo”, como fez esta segunda-feira na cimeira G7, tendo faltado ao segundo dia do evento. Assim em vez de três dias, os líderes encontram-se numa sessão marcada para a próxima quarta-feira, 25 de junho.

A reunião de quarta-feira vai ter a duração de duas horas e meia nas quais os 32 líderes vão discutir o apoio contínuo de Washington à defesa da Europa, depois de Trump ter ameaçado deixar de proteger os aliados que não se comprometam a gastar 5% do seu PIB na defesa.

“O objetivo é que o evento seja o mais pequeno e o mais concentrado possível”, disse um dos responsáveis ao Financial Time. “Com o mínimo de margem para perturbações”, acrescentou.

“Passou-se de dois dias para uma sessão de duas horas… por isso deve ser viável e espero que resulte”, disse também Claudia Major, vice-presidente sénior do German Marshall Fund. “Mas eu desisti de tentar prever Trump”.

De Espanha, entretanto, vem a informação que Pedro Sánchez não pretenderá assumir o objetivo de alcançar os 5% do PIB em despesas em defesa. Segundo o El País, Pedro Sánchez escreveu ao secretário-geral da NATO, Mark Rutte, alertando que “não seria razoável e seria também contraproducente” e “incompatível com o nosso Estado de bem estar e com a nossa visão do mundo”, Espanha comprometer-se com um objetivo de 5%.