Os Estados Unidos da América deverão sair da agência de cultura e educação das Nações Unidas, a UNESCO, depois de Donald Trump ter solicitado uma revisão sobre a presença norte-americana na organização. O prazo desta avaliação era de 90 dias, a contar desde fevereiro, mas a decisão surge anunciada por uma porta-voz da Casa Branca, em declarações ao New York Post.
Os principais motivos que sustentaram o anúncio da saída foram as “políticas de diversidade, equidade e inclusão”, bem como “as tendências pró-Palestina e pró-China”. Quando o Presidente dos EUA anunciou a revisão de 90 dias, destacou a importância de perceber se dentro da UNESCO existiam “sentimentos antissemitas ou anti-Israel”.
[É sábado. No lobby de um hotel de Albufeira um assassino misterioso espera junto ao bar por um convidado especial: representa a Organização para a Libertação da Palestina. Quando o vê entrar, o terrorista dispara quatro tiros e foge. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
“O Presidente Trump decidiu retirar os EUA da UNESCO — que apoia causas woke, uma cultura divisiva e outras causas que estão totalmente desalinhadas com as políticas escolhidas pelos eleitores norte-americanos em novembro passado”, afirmou a porta-voz Anna Kelly, que sublinha o “kit anti-racismo” publicado pela organização e 2023, bem como a iniciativa “Transforming MEN’talities”, que tinha como objetivo promover a “mudança de mentalidades” ao destacar “narrativas e práticas de masculinidade positiva”, enaltecendo formas de “envolver com sucesso homens e rapazes na igualdade de género”.
A funcionária da administração Trump avança ainda que a UNESCO utilizava o seu conselho executivo para “forçar ações anti-Israel e anti-judeus” ao designar locais de culto judaicos como “Património Mundial Palestiniano”. Reforça também a linguagem utilizada pela agência quando descreve o conflito entre o Hamas e as forças de Benjamin Netanyahu, mencionando a “ocupação” de território palestiniano e a condenação das ofensivas israelitas em Gaza.