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O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou ao telefone esta segunda-feira com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pedindo-lhe para manter a “integridade territorial” da Síria, uma semana depois da violência no sul do país ter desencadeado bombardeamentos israelitas.

De acordo com o Kremlin, citado pela agência estatal russa TASS, Putin sublinhou durante a chamada telefónica com Netanyahu “a importância de apoiar a unidade, a soberania e a integridade territorial da Síria, bem como de reforçar a estabilidade política interna”.

O líder do Kremlin confirmou ao primeiro-ministro israelita “a sua posição inabalável a favor de uma resolução exclusivamente pacífica dos problemas existentes na região”, estando preparado “para ajudar a encontrar uma solução negociada para o programa nuclear iraniano”.

A província da Sweida, predominantemente drusa, foi palco de uma semana de confrontos entre drusos e beduínos, antes de os combates se terem estendido com a intervenção das forças governamentais e dos combatentes tribais que vieram ajudar os beduínos.

Israel atacou posições das forças governamentais sírias em Sweida e bombardeou zonas de Damasco. Telavive justificou estas operações com a defesa de minoria drusa. Netanyahu afirmou, pouco depois do início dos ataques, que não ia permitir que “a Síria se tornasse num segundo Líbano”.

De acordo com a organização não-governamental (ONG) Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), mais de 1.400 pessoas foram mortas nos combates, a maioria das quais drusos.

Um relatório das ONU indicou que a violência levou à retirada de 176.000 pessoas e causou cortes de água e eletricidade.