O Presidente norte-americano, Donald Trump, deverá mobilizar soldados da Guarda Nacional para a capital dos Estados Unidos da América (EUA), Washington DC. De acordo com a ABC News, os militares norte-americanos já estão a preparar-se para esse cenário, embora não tenha sido tomada uma decisão final.
Donald Trump deverá divulgar a decisão numa conferência de imprensa agendada para esta segunda-feira às 10h00 (mais cinco horas em Lisboa). Foi o próprio Presidente quem anunciou nas redes sociais que fará o anúncio para tornar a “capital mais segura e mais bonita do que nunca”.
Numa publicação na Truth Social, Donald Trump já deu algumas pistas das ideias que tem para Washington DC: as pessoas em situação de “sem abrigo terão de sair imediatamente. Vamos dar-lhes sítios para ficar, mas longe da capital. Os criminosos não terão de sair. Vamos colocá-los na prisão onde deveriam estar”.
De acordo com o que explicou Donald Trump, tudo “acontecerá muito rápido” e será “fácil”. “Não haverá qualquer simpatia. Queremos a nossa capital de volta”, escreveu o líder norte-americano na Truth Social, que tem denunciado que tem havido um aumento de criminalidade massivo na capital norte-americana.
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Em junho, Donald Trump mobilizou a Guarda Nacional — que responde a ordens federais e não estaduais — para Los Angeles, na Califórnia, decisão que foi contestada pelo governador californiano, o democrata Gavin Newsom. Na mesma medida, a mayor de Washington DC, Muriel Bowser, também pertencente ao Partido Democrata, está apreensiva com a mobilização da Guarda Nacional para a capital e recusa um aumento exponencial da criminalidade na cidade.
Sobre a conferência de imprensa que Donald Trump vai fazer esta segunda-feira, Muriel Bowser disse desconfiar, numa entrevista à MSNBC, que se trata da mobilização das forças de segurança federais para a cidade. A mayor prometeu continuar a trabalhar com o Presidente para tornar a capital mais segura, mas manifestou “preocupações” sobre a atuação da Guarda Nacional na cidade, considerando que não é o uso “mais eficaz” desse dispositivo federal.
“Nós vamos continuar a falar com o Presidente, trabalhar com os seus dirigentes nos assuntos que sejam uma prioridade para ele. Agora se a prioridade é demonstrar força numa cidade norte-americana, sabemos que ele pode fazer isso aqui”, lamentou Muriel Bowser, que indicou que a capital precisava de mais procuradores, juízes e dinheiro para obras públicas mais do que militares nas ruas.
Segundo o jornal Axios, o FBI já enviou agentes para a capital norte-americana, de forma a aumentar a “presença das forças policiais”.