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O presidente da Câmara de Trancoso afirmou esta terça-feira que se viveram “momentos de pânico” na localidade de Terrenho, onde o oficial de segurança conseguiu retirar os mais idosos para o edifício da junta de freguesia.

“Cerca das 15h00 o vento mudou em direção à aldeia de Terrenho. Foi um vento muito forte que se fez sentir. Alertámos o oficial de segurança da localidade, cerca de meia hora antes, e ele conseguiu juntar as pessoas [mais idosas e com dificuldades de mobilidade] no edifício da junta [freguesia]”, afirmou Amílcar Salvador à agência Lusa.

O autarca, que se encontrava na localidade de Terrenho, no concelho de Trancoso, adiantou que até ao momento não tem conhecimento da existência de quaisquer vítimas ou de casas de primeira habitação ardidas.

“O incêndio entrou dentro da povoação. Foram autênticos momentos de pânico e de muito medo os que se viveram. Os bombeiros têm sido incansáveis. Estão exaustos e a população tem ajudado muito”, salientou.

O presidente da Câmara de Trancoso, no distrito da Guarda, disse também que os prejuízos são enormes, sobretudo, ao nível de povoamentos de castanheiros, olivais, vinhas, pomares e terras de pasto.

“Neste momento e grosso modo já devem ter ardido cerca de 12 mil hectares. O incêndio já atingiu 11 das 21 freguesias do concelho”, realçou.

Amílcar Salvador fez um apelo à administração central para que ajude as populações afetadas.

“Qualquer coisa tem de ser feita. Além da Câmara Municipal, forçosamente a Administração Central tem de ajudar estas populações”, sustentou.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência Proteção Civil (ANEPC), às 18h30, no terreno estavam 598 operacionais, 202 viaturas e 11 meios aéreos a operar no combate às chamas.

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