André Ventura disse esta terça-feira em entrevista ao canal Now que está mais próximo de ser candidato presidencial, ainda que sublinhe que não tomou para já uma decisão definitiva. “Hoje estou mais perto que essa decisão possa ser favorável do que há duas ou três semanas, em breve tomarei uma decisão sobre isso”, afirmou.

O Presidente do Chega reafirmou que o partido “deve ter um candidato próprio” nas eleições presidenciais e acrescentou que, até agora, ainda não identificou nenhum candidato que preencha o espaço político que represente os valores que o partido defende, falando nas lutas contra a corrupção, contra a imigração descontrolada e por mais segurança.

Ventura explicou a principal entrave para avançar como candidato a ocupar o Palácio de Belém: “Entendo que não é o cenário mais favorável e mais positivo, que um líder da oposição seja simultaneamente candidato a Presidente da República”, sendo que espera “corporizar a alternativa que o País precisa”.

O líder do Chega não explorou na entrevista cenários alternativos à sua candidatura. Como noticiou o Observador, Ventura pediu, no início de agosto, a convocação do Conselho Nacional do partido para uma reunião sobre presidenciais com o objetivo de apresentar um candidato presidencial apoiado pelo Chega até ao dia 15 de setembro.

As declarações de André Ventura foram feitas na noite em que foi conhecida a mais recente sondagem da Intercampus. Ainda sem ter confirmado se avançará, o líder do Chega recolhe 14,1% das intenções diretas de voto para a eleição de janeiro.

Desta forma, teve mais 0,4% que António José Seguro, ficando a 1,9% de Luís Marques Mendes e a 4,4% do líder neste estudo de opinião, Henrique Gouveia e Melo. “Não é que eu não ligue a sondagens, mas eu não me movo por elas”, disse Ventura, em relação à sondagem, que tem uma margem de erro de 4%.