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"Venho agradecer todos os risos com a morte do meu filho". Mãe de forcado indignada com comentários divulga carta aberta

Este artigo tem mais de 1 ano

Alzira Trindade partilhou carta em que se dirige aos que ficaram "contentes com a morte" do filho. Revela que Manuel Maria Trindade foi dador de órgãos.

Um popular passa junto ao Campo Pequeno no dia em que as touradas regressam à arena sem intervalo e com uso de máscara, Lisboa, 30 de julho de 2020. A lotação da sala fica limitada a 50% e a nova temporada tauromáquica terá seis corridas no Campo Pequeno, com a última a realizar-se a 1 de Outubro. MIGUEL A. LOPES/LUSA
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▲Manuel Maria Trindade morreu este sábado depois de ser colhido por touro de quase 700 quilos no Campo Pequeno

MIGUEL A. LOPES/LUSA

▲Manuel Maria Trindade morreu este sábado depois de ser colhido por touro de quase 700 quilos no Campo Pequeno

MIGUEL A. LOPES/LUSA

A mãe de Manuel Maria Trindade, o forcado de 22 anos que morreu no sábado no Hospital de São José, em Lisboa, onde estava internado depois de ter sido colhido de forma violenta por um touro de 695 quilos no Campo Pequeno, publicou uma carta aberta em que se dirige ao “partido PAN e seus seguidores”.

“Venho agradecer todos os vossos aplausos, todos os risos e regozijos com a morte do meu filho. Vocês conheceram-no para ficarem contentes com a sua morte? Vocês sabem se ele gostava de animais? Por acaso SIM! Sempre temos tido cães e fazem parte da nossa família, dormiam com ele, quando ele chegava a casa riam-se para ele…os animais sabem quem são as boas pessoas!”, escreveu Alzira Trindade na sua página de Facebook.

A mãe do forcado diz que o seu filho “pertencia a um grupo de irmãos que envergam uma jaqueta com honra e bravura”. “Estes grupos nunca fizeram mal a um touro, lidavam com ele com arte”, defende.

Indignada com os comentários relacionados com a morte do seu filho, Alzira Trindade cita alguns deles: “Já nos livramos de mais um” e “este já está arrumado”.

“Porque não criticam os corredores de Fórmula 1, os pugilistas, os esquiadores, os amantes de rapel, tantos desportos que colocam em risco a vida do animal racional?”, questiona ainda, revelando que está à espera que lhe entreguem o corpo do seu “menino de ouro”, uma vez que o filho foi dador de órgãos.

“Olhem celebrem ele vai continuar vivo em sete pessoas para vos incomodar. Que mau que ele era, o animal racional”, escreveu.

[Meses depois de confessar o crime, o assassino de Sartawi é finalmente julgado. Mas, numa reviravolta, o terrorista do quarto 507 garante que é inocente. Como vai tudo acabar? “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Ouça no site do Observador o sexto e último episódio deste Podcast Plus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto episódio aqui]

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