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A União Europeia (UE) convocou esta quinta-feira o enviado especial da Rússia para o bloco comunitário para exigir explicações sobre o bombardeamento em Kiev, durante a madrugada, que atingiu as instalações da missão europeia no país.

“Uma missão diplomática jamais deve ser um alvo. Em resposta [ao bombardeamento] chamámos o enviado russo para Bruxelas”, escreveu a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, nas redes sociais.

Os funcionários da delegação da União Europeia em Kiev estão “em segurança” apesar dos “bombardeamentos implacáveis da Rússia” que atingiram o edifício da equipa comunitária em Kiev, na Ucrânia, disse a presidente da Comissão Europeia.

“Mais uma noite de bombardeamentos implacáveis da Rússia. [O ataque] atingiu infraestruturas civis e matou inocentes. Também atingiu a nossa delegação da UE em Kiev, [mas] o pessoal da nossa delegação está em segurança”, escreveu a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.

“A Rússia deve cessar imediatamente os seus ataques indiscriminados contra infraestruturas civis e participar nas negociações para uma paz justa e duradoura”, apelou ainda.

Pelo menos 12 pessoas morreram e 48 ficaram feridas na madrugada desta quinta-feira em Kiev devido a um ataque massivo russo com 629 drones e mísseis contra o território ucraniano, declararam as autoridades ucranianas.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, denunciou também através do X que mísseis russos atingiram esta quinta-feira a delegação da UE em Kiev, na Ucrânia.

António Costa condenou a ação “deliberada” da Rússia numa “noite de ataques mortíferos” com mísseis russos a serem lançados contra um edifício que tinha civis e pessoal da delegação da UE na capital ucraniana.

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