Durante a sua intervenção na Universidade de Verão do PSD, no passado dia 30 de agosto, o ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, anunciou que o Governo pretendia avançar com um “balcão único do empresário”, apresentado como uma “medida nova de centralização”. As declarações mereceram críticas por parte da oposição, que acusou o Governo de estar a vender algo que já existia (o “Espaço Empresa”) como uma nova iniciativa.

Numa primeira resposta ao jornal Público (e reproduzida mais tarde pelo Observador), o gabinete do ministro explicou que está em curso de facto um “alargamento do Espaço Empresa a outros serviços”. Segundo o Governo, a ideia é pegar neste atual serviço e, além de alargá-lo, aplicar uma “transformação para uma solução mais abrangente, mais integrada e mais alinhada com as necessidades atuais das empresas”.

De momento, ainda não se sabe que tipo de serviços serão acrescentados ao Espaço Empresa, com a fonte do Governo a referir ao mesmo jornal que “o conceito está em fase de desenho, devendo ser este anunciado na altura própria”.

Mais tarde, o gabinete do ministro fez chegar um esclarecimento ao Observador: “A medida do balcão único da empresa não se confunde com os balcões atualmente existentes na loja do cidadão, que têm uma missão meramente informativa e de canalização para outros serviços. Este novo balcão prestará um serviço novo, que se traduz em o empresário dispor de um único interlocutor para tratar de todos os seus assuntos de licenciamentos com a administração central”.

*Artigo atualizado às 15h00 com esclarecimentos do Ministério liderado por Gonçalo Matias