Uma vitória e duas derrotas para um lado. Uma derrota, um empate e uma vitória para o outro lado. Manchester City e Manchester United defrontavam-se no Etihad no primeiro dérbi da temporada e numa fase em que nenhum poderia estar propriamente contente com as semanas iniciais da época — um eventual triunfo num dos jogos mais importantes do ano, ainda assim, era gasolina mais do que suficiente para incendiar a motivação que até poderia escassear.
No Manchester City, a equipa de Pep Guardiola chegava ao dérbi depois de duas derrotas consecutivas, contra Tottenham e Brighton, e antes do arranque da Liga dos Campeões a meio da semana contra o Nápoles. Os últimos dias trouxeram a oficialização de Gigi Donnarumma, que deixou o PSG para render Ederson nos citizens, e Guardiola não se mostrava demasiado preocupado com a fase que o conjunto atravessa.
“Não vou ficar no City se achar que o clube precisa de uma mudança. Mas agora quero estar aqui. Ainda mais depois do que aconteceu na temporada passada. Agora, neste momento, quero estar no comando do clube e carregar o fardo, continuar com os meus jogadores. Não estou aqui pelo que fiz no passado, gosto de olhar para o futuro. Estamos sempre a pensar no que vem a seguir”, explicou o treinador espanhol.
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No Manchester United, a equipa de Ruben Amorim chegava ao dérbi depois da primeira vitória da temporada, contra o Burnley, mas também vindo da traumática eliminação na segunda ronda da Taça da Liga, com o Grimbsy Town, do quarto escalão. Os últimos dias trouxeram a oficialização da saída de André Onana, que deixou Old Trafford e rumou ao Trabzonspor da Turquia, e Amorim nem sequer admitia que os problemas dos dois rivais fossem comparados.
“Não dá para comparar. Ele está sempre a vencer, pode relaxar se já não estiver a vencer. Eu tenho de dar provas aqui todos os dias e sinto isso. Mas sinto-me bastante confortável com isso e penso que tenho de fazer melhor a cada dia em que venho para cá. Mas comparar a minha situação à do Guardiola é uma piada, simplesmente. Nós temos problemas maiores, mas estamos a procurar lidar com todos. Vejo a equipa a jogar muito melhor. Só precisamos de ser mais eficazes para vencer mais jogos e depois as coisas vão ficar mais fáceis”, sublinhou o técnico português, que na época passada ganhou no Etihad num dos primeiros jogos que cumpriu em Inglaterra e empatou depois a zeros no Old Trafford no dérbi da segunda volta.
Assim, este domingo, Pep Guardiola apostava desde logo em Donnarumma como titular na baliza, tendo depois Rodri, Reijnders e Phil Foden numa zona mais central, Bernardo e Jérémy Doku perto dos corredores e Haaland como a crónica referência ofensiva. Já Ruben Amorim lançava Amad Diallo e Mbeumo nas costas de Benjamin Sesko, com Patrick Dorgu e Mazraoui nas alas e Bruno Fernandes e Manuel Ugarte a serem os responsáveis pelo meio-campo.
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Num dérbi muito marcado pela morte de Ricky Hatton, antigo campeão do mundo de boxe que foi encontrado morto em casa este domingo e que era natural de Manchester e adepto do City, Haaland teve a primeira oportunidade logo nos segundos iniciais com um remate cruzado e rasteiro que passou a centímetros a baliza de Bayindir (1′). A primeira parte acabou por ter poucas situações de perigo, com as duas equipas a demonstrarem dificuldades para finalizar jogadas e a errarem várias vezes na última definição — com uma única exceção.
Ainda dentro dos primeiros 20 minutos, Doku desequilibrou na direita com um drible brutal sobre Luke Shaw e cruzou atrasado já junto à linha de fundo, com Phil Foden a aparecer completamente sozinho a cabecear para abrir o marcador (18′). O City dominou nos dez minutos que se seguiram ao golo, com o United sem qualquer capacidade para reagir ou sequer passar do meio-campo, mas só mesmo Reijnders chegou a ficar efetivamente perto de aumentar a vantagem com um remate na área que Bayindir defendeu (24′).
A equipa de Ruben Amorim conseguiu equilibrar o dérbi no último quarto de hora da primeira parte, construindo ainda um lance em que Sesko apareceu quase isolado na cara de Donnarumma depois de um bom passe de Mazraoui (33′), mas já nada se alterou. Ao intervalo, o City estava a vencer o United pela margem mínima no Etihad — e evidenciava-se a exibição de Jérémy Doku, que era claramente o elemento mais esclarecido em campo.
Segundos de jogo e Haaland já ameaça ????#DAZNPremier pic.twitter.com/JJu2o3gs9u
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O homem dos derbys de Manchester ???? Foden
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Nenhum dos treinadores fez alterações ao intervalo e os red devils entraram melhor, criando ligações no último terço que não apareceram durante toda a primeira parte. A eficácia, porém, continuou a reinar. Na primeira vez em que se aproximaram da baliza contrária no segundo tempo, os citizens aumentaram a vantagem: Foden recebeu na esquerda, deixou em Doku e o belga soltou mais uma assistência para Haaland, que picou a bola à saída de Bayindir para marcar (53′).
O avançado norueguês poderia ter bisado logo a seguir, ao atirar ao poste quase de baliza aberta (55′), e Mbeumo ameaçou reduzir a desvantagem com um pontapé acrobático de primeira que Donnarumma defendeu (61′). Ruben Amorim mexeu pela primeira vez nesta fase para tirar Mazraoui e Leny Yoro apostando em Kobbie Mainoo e Harry Maguire, Haaland voltou a ficar perto de bisar com um pontapé na área após passe de Bernardo (64′) e, à terceira, não falhou.
Na sequência de um erro brutal dos red devils na saída de bola, Bernardo lançou Haaland em campo aberto e o avançado, na cara de Bayindir, atirou rasteiro para finalmente bisar e aumentar a vantagem (68′). Guardiola ainda lançou Nico González, Savinho, Oscar Bobb e Nathan Aké, Amorim deu minutos a Joshua Zirkzee e Casemiro, Reijnders teve uma enorme oportunidade para carimbar a goleada (75′), mas já nada mudou. O Manchester City venceu o Manchester United no Etihad, Pep Guardiola bateu Ruben Amorim pela primeira vez em Inglaterra e o treinador português tinha mesmo razão quando disse que a situação das duas equipas nunca poderia ser comparada.
Finalizações com classe ???? Haaland
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Robot + Bis = Haaland ????
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