A companhia de seguros Fidelidade, que é a seguradora contratada pela Carris, anunciou esta segunda-feira que criou uma Comissão Técnica Independente para acompanhamento das indemnizações às vítimas do acidente no Ascensor da Glória, que ocorreu no dia 3 de setembro. A criação desta Comissão tem como objetivo “garantir que os processos de indemnização decorram de forma transparente, célere, justa e humanizada”, pode ler-se num comunicado enviado às redações.

De acordo com a nota, “o acidente que envolveu o Ascensor da Glória, pela gravidade das suas consequências, com um número elevado de vítimas mortais e feridos de diversa gravidade e nacionalidade, exige da Fidelidade não apenas uma atuação eficaz nas múltiplas questões do dia-a-dia, mas também a criação de uma solução externa e independente que assegure a avaliação dos danos corporais e a apreciação das propostas de indemnização apresentadas pela seguradora, em termos que reforcem a confiança das vítimas e das suas famílias, dentro e fora de Portugal, e que possam servir de referência de atuação numa tragédia desta dimensão”.

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Esta comissão avaliará, assim, os danos pessoais que resultaram deste acidente e a respetiva “quantificação indemnizatória a efetuar pela Fidelidade”, dispondo de total liberdade para “solicitar as informações que entenda necessárias à prossecução do seu trabalho”.

“A Fidelidade, sem prejuízo de manter a decisão final sobre as indemnizações, compromete-se a acolher as recomendações da Comissão, reforçando a transparência, a equidade e a confiança em todo este processo”, diz-se, ainda, no comunicado.

Com 16 vítimas mortais e mais de duas dezenas de feridos, o acidente no Elevador da Glória está agora a ser investigado por várias entidades: internamente pela própria Carris e externamente pelo Ministério Público, pela Polícia Judiciária e pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).