André Ventura é candidato à Presidência da República em 2026 e justifica-o, em declarações ao Observador, com duas das principais bandeiras do Chega: a luta contra a corrupção e contra a “imigração descontrolada”.
“O espaço de luta contra a corrupção e contra a imigração descontrolada não podia ficar sem candidato”, argumenta o presidente do Chega a poucas horas de apresentar oficialmente a candidatura.
Ao que o Observador apurou durante os últimos dias, o Chega tentou vários outros nomes para que André Ventura não fosse a votos nestas eleições e o Conselho Nacional esteve muito dividido no que à candidatura diz respeito, nomeadamente pelos riscos que vários dirigentes consideram existir. Até na própria direção nacional há diferentes leituras sobre a entrada na corrida.
Com a divisão, a decisão final ficou nas mãos de André Ventura que, já no discurso no Conselho Nacional, apontou para cima: sendo candidato, o objetivo é chegar à segunda volta das eleições Presidenciais.
“Se quiserem, e entenderem que devo ir, aqui estarei. Se entenderem que não devo ir, aqui estarei. Se entenderem que outro ou outra e, quem, deve ir, aqui estarei também, como aquele que melhor vos representa”, disse nesse mesmo discurso, onde reconheceu que a sua candidatura não é “o ideal” e que seria “um mau sinal para o país que o líder da oposição seja candidato a Presidente da República”.
Com Chega dividido, candidatura presidencial está só nas mãos de Ventura. Decisão a 16 de setembro