Tyler Robinson, o jovem de 22 anos acusado de ter matado Charlie Kirk, trocou várias mensagens com o colega de casa, com quem manteria uma relação amorosa, após o tiroteio, nas quais confessa o crime, revela o motivo e assume que a intenção de sair da cidade e recuperar a arma.

Esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa, Jeff Gray, procurador responsável pela acusação, já tinha referido o conteúdos de algumas mensagens — essenciais para a investigação — trocadas entre Robinson e o seu namorado Lance Twiggs, um homem que estava num processo de mudança de género e que terá sido pressionado por Robinson para não falar com as autoridades.

Leia as mensagens entre o suspeito de ter matado o ativista conservador próximo de Donald Trump e o namorado na íntegra:

Robinson: Para o que estás a fazer e vai ver o que está por baixo do meu teclado.

Quando o namorado levantou o teclado, havia um bilhete que supostamente dizia: “Tive a oportunidade de eliminar o Charlie Kirk e aproveitei-a”.

Lance Twiggs: O quê?????????????? Estás a brincar, certo????

Robinson: Ainda estou bem, meu amor, mas vou ficar aqui por Orem por mais um tempo. Não deve demorar muito para poder voltar para casa, mas ainda tenho de ir buscar a minha arma. Para ser sincero, esperava manter isto em segredo até morrer de velhice. Desculpa por te envolver nisto.

Lance Twiggs: Não foste tu quem fez isto, certo????

Robinson: Fui eu, desculpa.

Lance Twiggs: Pensei que tivessem apanhado a pessoa.

Robinson: Não, apanharam um velho maluco e depois interrogaram alguém que tinha roupas semelhantes. Eu tinha planeado ir buscar a minha arma ao meu ponto de recolha pouco depois [lugar onde deixou a arma], mas grande parte daquele lado da cidade foi bloqueada. Está tudo calmo, quase o suficiente para sair, mas há um carro parado.

Lance Twiggs: Porquê?

Robinson: Porque é que eu fiz isto?

Lance Twiggs: Sim.

Robinson: Eu estava farto do ódio dele. Alguns tipos de ódio não podem ser negociados.

Robinson: Se eu conseguir apanhar a minha arma sem ser visto, não deixarei nenhuma prova. Vou tentar recuperá-la, espero que eles tenham ido embora. Não vi nada sobre eles a terem encontrado.

Lance Twiggs: Há quanto tempo estás a planear isto?

Robinson: Acho que há pouco mais de uma semana. Posso chegar perto dela [arma], mas há um carro da polícia estacionado muito perto. Acho que eles já vasculharam aquele local, mas não quero arriscar.

Robinson: Gostaria de ter voltado atrás e ter apanhado a arma assim que cheguei ao meu carro… Estou preocupado com o que o meu pai faria se eu não trouxesse a arma ao meu avô… Não sei se tinha um número de série, mas não seria possível chegar até mim. Estou preocupado com as impressões digitais. Tive que deixá-la num arbusto onde troquei de roupa. Não tinha como nem tempo para levá-la comigo…

Talvez tenha de abandoná-la e esperar que não encontrem impressões digitais. Como [palavrão] vou explicar ao meu pai que a perdi… A única coisa que fiz foi enrolar a arma numa toalha… Lembras-te de como eu gravava balas? As mensagens [palavrão] são, na sua maioria, memes. Se eu vir “notices bulge uwu” na Fox News, acho que terei um ataque cardíaco e, ok, terei de a deixar. Isto é realmente uma merda… A julgar pelo dia de hoje, diria que a arma do meu avô está a salvo, não sei. Ainda era uma mira de 2 mil dólares.

Robinson: Apaga esta conversa.

Robinson: O meu pai já me pediu fotografias da arma… ele diz que o avô quer saber quem tem o quê. O governo federal divulgou uma fotografia da arma e ela é única. Ele está a ligar-me agora, não vou atender.

Robinson: Desde que Trump assumiu o cargo, [o meu pai] tem sido um MAGA  [Make America Great Again] bastante ferrenho.

Robinson: Vou entregar-me voluntariamente, um dos meus vizinhos aqui é delegado do xerife.

Robinson: Tu és tudo com que eu me preocupo, amor.

Lance Twiggs: Estou muito mais preocupado contigo.

Robinson: Não fales com a imprensa, por favor. Não dês entrevistas nem faças comentários… se algum polícia fizer perguntas, pede um advogado e fica em silêncio.