O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Mourilhe, concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, e que provocou ferimentos em três bombeiros, um considerado grave, esteve quase dominado durante a madrugada, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil, mas só chegou ao estado de resolução pelas 11h35 de sábado.
O comandante sub-regional do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, afirmou à Lusa que o combate durante a noite de sexta-feira correu como esperado e que o fogo estava praticamente controlado. “Estão a progredir lentamente por causa dos acessos difíceis, mas só tem um flanco com cerca de 200 metros por dominar”, detalhou Artur Mota.
O fogo lavrou em zona de mato e o combate foi dificultado pelo vento forte que se fez sentir no local e pelos fracos acessos. A evolução no combate deveu-se depois à perda de força do vento, conjugada com a intervenção musculada dos bombeiros dos dois lados da fronteira, envolvendo cinco meios aéreos, três brigadas e uma máquina de rastos espanhóis.
Três dos bombeiros portugueses envolvidos no combate às chamas sofreram ferimentos na sexta-feira à tarde, um deles graves, com queimaduras nas pernas, segundo informou em comunicado a corporação de Salto. O ferido grave foi transportado de helicóptero para o hospital de Vila Nova de Gaia, encontrando-se estável, acrescentou a corporação.
Artur Mota referiu à Lusa, pelas 23h30 de sexta-feira, que os dois feridos leves já tiveram alta.
Pelas 11h35, mantêm-se no local 113 operacionais, apoiados por 35 viaturas e seis meios aéreos, de acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Em Tortosendo, concelho da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, deflagrou pelas 23h00 de sexta-feira um incêndio, que entretanto ficou resolvido durante o início manhã de sábado.